O que você precisa saber sobre o Domínio IV dos novos Padrões Globais de Auditoria Interna

O que você precisa saber sobre o Domínio IV dos novos Padrões Globais de Auditoria Interna

Desde 9 de janeiro de 2025, os Global Internal Audit Standards (GIAS) substituem oficialmente o IPPF de 2017.

Essa transição marca uma evolução importante na prática da auditoria interna em todo o mundo — não é uma revolução, mas sim uma elevação da profissão.

Esses padrões fornecem um arcabouço técnico e ético essencial para os auditores internos, garantindo consistência, qualidade e credibilidade ao seu trabalho. Entre as atualizações mais importantes está o Domínio IV: Gestão da Função de Auditoria Interna.

Embora alguns elementos do Domínio IV já existissem em estruturas anteriores, agora há um foco mais nítido em:

  • gestão estratégica,

  • otimização de recursos,

  • comunicação eficaz, e

  • melhoria contínua da qualidade.

O Domínio IV esclarece o papel do Chief Audit Executive (CAE) para garantir que a função de auditoria interna esteja:

  • Alinhada à estratégia da organização;

  • Eficiente no gerenciamento de recursos;

  • Transparente e eficaz na comunicação com as partes interessadas;

  • Comprometida com a melhoria contínua.

Talvez o elemento novo mais significativo seja o Princípio 9, que enfatiza que a auditoria interna deve ter um plano estratégico como principal orientador.

A auditoria interna deixou de ser apenas a execução de um plano anual ou plurianual de auditoria. O CAE precisa planejar estrategicamente, garantindo que as auditorias apoiem o sucesso de longo prazo da organização.

Isso exige:

  • Compreensão profunda do mandato de auditoria;

  • Consciência plena das dinâmicas operacionais e financeiras da organização;

  • Conhecimento de governança, gestão de riscos e controles internos.

Em outras palavras, o CAE deve entender como a organização opera, toma decisões e define suas metas estratégicas de médio e longo prazo.

Como os líderes de auditoria podem implementar isso de forma eficaz? Um roteiro simples:

  1. Comece pela estratégia da organização

  2. Envolva as partes interessadas principais

    • Alinhe sua estratégia às expectativas do Conselho, alta gestão e outros stakeholders.

  3. Defina a visão

    “Ser um catalisador de mudança e inovação, impulsionando a eficiência operacional e financeira.”

  4. Estabeleça objetivos estratégicos

    • Ex.: garantir que os auditores possuam competências para riscos emergentes; obter recursos para análises preditivas e auditorias ligadas à inovação.

  5. Realize uma análise SWOT

    • Identifique forças, fraquezas, oportunidades e ameaças da sua função para criar um roteiro prático.

  6. Monitore e ajuste

    • Acompanhe continuamente os planos de ação e o progresso, ajustando quando necessário para manter relevância e eficácia.

Por que isso importa mais do que nunca?

O planejamento estratégico deixou de ser opcional; é essencial para que a auditoria interna:

  • Aloque recursos de forma eficiente;

  • Garanta que o trabalho de auditoria agregue valor tangível;

  • Antecipe e responda a mudanças organizacionais;

  • Reforce processos de governança e gestão de riscos.

Isso transforma a auditoria interna de uma atividade focada em compliance em um parceiro estratégico dentro da organização.


Reflexão final para líderes de auditoria

Na minha visão, o Domínio IV é a pedra angular dos novos padrões, reforçando a necessidade de a auditoria interna operar de maneira estratégica e sistemática. Ao adotar essa abordagem, você elevará a relevância, o impacto e o valor da sua função dentro da organização.

Vamos fazer da auditoria interna um verdadeiro motor de sucesso estratégico!

Que passos você está tomando para alinhar sua função de auditoria interna a esses novos padrões? Compartilhe suas ideias e experiências nos comentários!

“Busque sempre a simplicidade — ela é uma vantagem competitiva. Mas lembre-se: ser simples não significa ser superficial.”

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