Balanços Macabros - Ativo imobilizado a valor justo - Episódio 1

Transcrição

Olá, eu sou o professor Alexandre González e nós vamos para o nosso primeiro caso. Macaco. O que que aconteceu na empresa? Nesse nosso primeiro caso, a empresa fez a mensuração do ativo imobilizado dela a valor justo. Nunca pode fazer isso. Pode. Tem uma determinada previsão na norma quando se adota pela primeira vez o conjunto de normas. Internacionais aplicar o custo atribuído, mas não é objeto desse nosso caso. Não foi isso que aconteceu. Realmente a empresa chegou. Vou valorizar esse e-mail imobilizado, fazendo uma avaliação a valor justo, isso não é permitido, tá? Quando foi feita a retificação, detectou se em 2018, lembrando, essa empresa é uma sa capital fechado, tá bom, detectou. Se em 2018 esse erro, esse erro foi praticado, em que ano? 2016, tá? Então temos que corrigir esse erro. Qual o procedimento? Aí a gente tem um pronunciamento do CPC, que corresponde à NBCTG 23, que atualmente está na versão r 2 e. A gente tem um procedimento específico para corrigir o que é Republica, saldos anteriores. Republicar saldos anteriores, não estou falando em voltar a escrituração, refazer a escrituração, não é isso? Republicar saltos anteriores, aplicação retrospectiva, OK, foi detectado em 2018, depois da correção de erro. É, o ativo não circulante da empresa sofreu lá em 2016 uma redução de quase 24%. Veja esse significativo, né? Então veja o tamanho. Da é avaliação a valor justo que foi feito aqui nesse caso. Em 2017, uma redução de 20.3%. Então é só a gente imaginar o impacto, né? O ativo aumentou esse valor e o patrimônio líquido também, que a gente vai ver que a contrapartida foi no patrimônio líquido. Ao fazer a correção, a gente encontra aqui o imobilizado, indo de 13 100 para 9 900, porque teve um ajuste de 3 e 200 está a contrapartida desse ajuste tinha sido. Ajuste de avaliação patrimonial dentro do patrimônio líquido. 5000, poxa, mas por que essa diferença? Alguns fatores, um deles a própria depreciação, né? Esse valor que foi ajustado de imobilizado é o valor líquido, né? O valor da variação, valor justo, menos a respectiva depreciação que já tinha transcorrido no tempo, tá, e nós temos também mais um ajuste aqui no passivo não circulante, esse passivo não circulante, que que ele tem a ver com a história, quando a gente tem diferenças de base contábil, fiscal, e essas diferenças são temporárias. Isso causa tributo diferido sobre o lucro, então vocês pegam aí DRES publicado. A gente tem lá lucro antes do IR, aí a gente tem tributos sobre o lucro corrente, que é aquele que vai ser feito, o pagamento, compensação, enfim, e a gente tem o diferido, tá? É desse que a gente está falando. Ele surge de diferenças temporárias entre base e contábil e fiscal. Daí foi feito esse ajuste. Também. Podemos perceber aí que reduziu bem o valor do do não circulante da empresa, do total do ativo, do total do PLPLA catech não mexeu tanto, né? Mas o passivo não circulante reduziu bem e o total do lado direito do Balanço também. Tá primeiro, o que é um imobilizado? É um ativo tangível, tem corpo físico. E com 2 características, é mantido para uso na produção ou fornecimento de mercadorias, serviços, aluguel a outros fins administrativos. Ou seja, bem tangível que a empresa usa para as atividades dela, incluindo aí aluguel, uma exceção de propriedade para investimento, que é objeto aí de outro pronunciamento, tá? Mais aluguel em geral. Caberia aqui no imobilizado para CPCP minha até um pouco mais. Mas não é o nosso objetivo aqui falar sobre isso. E a gente espera utilizar por mais de um período, porque a gente. Vai perdendo valor ao longo do tempo, né? E vai reconhecendo essa perda de valor até para obedecer ao regime de competência, que é o confronto da despesa com a receita. Né? E vamos ver depois do reconhecimento inicial, que que a gente faz com esse valor, que foi reconhecido pelo custo histórico, né? O custo histórico, o valor da compra desse item, gastos necessários para colocar esse item em funcionamento e também estimativa de gastos de desmontagem está bom? Isso compõe a mensuração inicial. Depois da mensuração inicial, o que é que a gente faz? A gente vai reconhecendo a depreciação, período a período e a gente vai reconhecendo também. Eventualmente, se o se existir a perda de recuperabilidade desse ativo que é o imperment OKA reavaliação ela é permitida nas normas internacionais, mas não nas nossas. Tá proibida desde a lei 11 638 aqui de 2007, com vigor a partir de 2008. Não podemos fazer reavaliação imobilizada e vemos vai ser. A gente vai discutir isso num caso macabro, futuro, balanços. Balanços publicados, com auditoria que tem reavaliação. Aí o auditor foi lógico. EE apontou, não pode ser feito isso, tá bom, esse é o nosso caso, o macabro de hoje. O que não fazer? Não reconhecer ativo imobilizado a valor justo. Certo, exceto aqueles casos previstos, né? Então, nós temos determinados pontos ali na legislação contábil que permitem isso, mas são muito específicos e não vem ao caso tratar desses casos aqui hoje. Nesse caso, realmente estava errado. A empresa, por opção, resolveu, num determinado momento, avaliar aquele mobilizado a valor justo e colocar nas demonstrações contábeis. Dessa forma, não é permitido muito. Obrigado e até o próximo caso macabra. Balanços macabros.