Balanços Macabros - Provisões no ativo - Episódio 4

Transcrição

Olá, bem-vindo, bem-vindo a mais um caso dos nossos balanços macacos, e nós vamos falar hoje de provisões no ativo, mostrando que a palavra provisão não é adequada para ser usada no ativo. Ela é tão inadequada que nosso amigo monchinha depois a mão na cabeça e gritou a todo o pulmão, provisões nativo. É que nós vamos então dar o exemplo do porquê não. Esses 2 casos que nós iremos reportar foram extraídos de balanços reais publicados cujo nome da empresa ou do contador não vem ao caso e nem é nosso intuito por questão ética. Reproduzi Los muito bem. Inicialmente, as contas a receber classificadas no ativo não circulante são reconhecidas pelo valor justo e subsequentemente mensuradas pelo custo amortizado com o uso do método da taxa efetiva de juros a. Menos a provisão para devedores duvidosos, 100 e parentes ainda dá nota pdd. Pressão que a gente usava nos anos 8090 não se usa há muito tempo. Vamos a um outro caso real, as contas a receber são representadas pelos respectivos valores de realização, podendo incluir, caso seja necessário, a provisão para créditos e liquidação duvidosa, cujo cálculo é baseado em estimativa suficiente. Blá, blá, blá. Novamente, temos aqui a palavra provisão. O texto está melhor, mas a provisão continua. E porque é que isso está errado? Vamos ver o que diz a norma sobre provisões. A norma brasileira de contabilidade Tg 25, provisões, passivos contingentes de ativos contingentes, no seu item 10, dispõe que provisão é um passivo de prazo ou valor incerto. Provisão é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos já ocorridos, cuja liquidação se espera resulte na saída de recursos da entidade capazes de gerar benefícios econômicos. Grifo nosso para as palavras em amarelo e vamos então elaborar um pouquinho isso. Se provisão é um passivo, ela não pode estar no ativo ponto pacífico. Se prove passível, é uma obrigação. O quantas a receber não é uma obrigação, é um direito que a empresa tem, então mais uma vez é inadequado. E por último, diz que a provisão corresponde a uma saída de recursos, enquanto as a receber é uma. É um direito para um ingresso de recursos, já mais uma saída. Então não faz sentido usar a palavra provisões no ativo. Aí alguém poderá perguntar, tá bom, e se em vez de falar a estimativa, falar provisões, o que que ocorre? Muda, OPL, muda o resultado? Não, não muda, mas você não chegando, por exemplo, na feira, aponta uma melancia e diz assim, me vê, sabia? Jabuticaba. Cada coisa tem o seu nome adequado e a lei 6404 já era explícita em dizer que a conta tem que refletir a natureza da operação ora se improvisa, não passivo, colocado na ativa. Ela não reflete a natureza da operação. As coisas têm que ser chamadas pelos nomes correspondentes. E como é que seria o certo? Então vamos ver no próximo instrumento o certo, usando um exemplo que já mencionamos, seria dizer as contas a receber são representadas pelos respectivos valores. De realização, podendo incluir, caso seja necessário, a estimativa de perda para créditos de liquidação duvidosa, cujo cálculo é baseado. Tá, tá, tá então No No ativo, nós usaremos estimativa para cada uma daquelas contas credoras que estimam reduzir o seu valor. OK, então é isso e nós terminaríamos esse tutorial aqui se não fosse por um problema de uma inconsistência. Que nós notamos numa outra norma, vamos a ela. A norma brasileira de contabilidade, que corresponde ao CPC de 48 instrumentos financeiros, dispõem, no tópico 551, que A Entidade deve reconhecer uma provisão para perdas de crédito esperadas em ativo financeiro mensuradas de acordo com o item. Tá, tá, tá? E agora, como é que ficamos? O próprio CPC reconhece o uso da palavra provisão. Nós não sabemos porque essa inconsistência foi gerada, se foi um problema de tradução, um outro qualquer. O que nós temos certeza é na. É inadequado porque uma palavra contida duma num tópico de uma norma não pode revogar uma definição contida numa outra norma. Isso é, é ponto pacífico. Então, provavelmente numa revisão da norma de instrumentos financeiros, isso deva ser retificado, OK? Então esse é o nosso ponto de vista. E nós lutamos por ele. Assim, nós encerramos mais um. Balanço marcado? As referências bibliográficas estão aí para quem quer se aprofundar no assunto e se você gostou, dê o seu like. Se você quiser nos seguir nas redes sociais, será uma honra têlo conosco semanalmente. Clique o botão correspondente e até o nosso próximo.