O Modelo Antigo: Intangíveis e Impairment vs O Novo Padrão: Escopo da ASU 2023-08 (Criptoativos)

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Olá a todos. Olá a todos. Sejam bem-vindos ao nosso curso sobre criptoativos na contabilidade e hoje vamos tratar sobre a comparação entre a antiga norma e a nova norma. Eu sou o professor Jorge Eduardo scarpin, doutor em contabilidade pela USP e atualmente professor de contabilidade na Concordia College, em morrer minnesoura nos Estados Unidos. Então vamos lá, vamos ver aí o que que nós temos. Então vamos lá, né, o comparar aí o modelo antigo e um modelo novo. Qual é a principal diferença aí? Numa visão geral, no modelo antigo tratava-se como intangível e impérmit. No modelo novo ainda é intangível, mas agora se trata muito parecido com um instrumento financeiro. A gente vai ver daqui a pouco aí como que esses 2 modelos se. Intercambiam. Mas vamos lá, o modelo antigo tá como que era até o final de 24? Está então era tratado como um ativo intangível e reconhecido perdas por Império. Então ele era um intangível de vida indefinida. Aí, pela asc 350 30, essa era a. À. A regra e ela era tratada por intérbit. Então, mensurava-se ao custo. E então, uma vez tendo perda, registra-se a perda permanente por impérment. Então, por exemplo, comprei um bitcoin por 60. Caiu para 40. Eu tenho uma perda de 20. Se sobe para 70, continua nos 40, porque eu só reconheço a perda. Eu não reconheço o ganho. Então isso faz com que eu tenha alguns problemas, né? Então eu tenho ativo subavaliados resultados bem assimétricos. Eu tenho uma comparabilidade prejudicada e uma informação um pouco útil, porque eu só registro os movimentos de queda, eu não registro os movimentos. De alta, isso faz sentido se eu tenho ativos mais convencionais, onde eu registro a sua perda de valor pelo uso ou pelo consumo, seja por depreciação, seja por impermit, mas. Para um cripto ativo isso soa muito esquisito porque um criptoativo ele tem muito mais uma característica de. Instrumento financeiro do que de um ativo comum, podemos dizer assim. Então, com o modelo antigo, tratava-se como uma perda definitiva, ou seja, um irreversível. Lembrando, na norma do IFRS, você pode reverter perda por intermit na norma Americana, no em qualquer usap você não pode reverter perda. Aqui eles dizem que não existe uma. Desperda, você não desperde uma vez que você perdeu, você perdeu, você não encontra a perda de novo está, então perda é sempre irrecuperável para qualquer ativo. Tinha um reconhecimento contábil muito rígido como qualquer um ou outro ativo, e não refletia a realidade do mercado. Passava longe da realidade do mercado, até porque se ele foi pegar gráfico sobre. Crypto pega, por exemplo, bitcoin, que é a menos volátil se a gente for olhar aí nos últimos anos. Já é muito volátil, tá? Se ele for pegar outras criptos, são muito mais voláteis. E se eu só registro pra perda, eu não tenho muita. Muita utilidade no modelo novo. O valor pode se recuperar com o tempo. Eu reconheço a volatilidade, a flutuação de preços. E ele tem aí uma dinâmica real de oferta e demanda do mercado crypto. Então vamos lá, o que que o novo padrão trouxe com a azo 2023 08? Então, primeira coisa, criou AA SC 350 a 60, a asc 350 e aqui trata dos intangíveis de forma geral, e o e a parte 60, que trata só dos criptos. Então, se vocês estão familiarizados aí com a codificação das normas do fasb, todas as normas que começam com 300 são normas relativas aos ativos. Então, a 350 fala dos intangíveis. Tanto é que a norma antiga, se a gente for aqui era mesmo a 350 + 30, agora é a 350 60 é uma continuação da norma aplicável ao ano fiscal iniciado a partir de dezembro de 24. Porque não em primeiro de janeiro de 25? Porque aqui nos Estados Unidos a empresa define o seu período fiscal. Ele tem que ser de 12 meses, mas pode ser em qualquer. De algumas empresas até definem anos fiscal. Meio estranho tipo de 23/01/1 ano a 22 de janeiro do ano seguinte, etc. Então a partir de 15/12/24, todos os anos fiscais iniciados a partir daí. Ou seja. Na prática, 25 você mensura a fé, velho? E as variações vão para resultado. E aqui porque é que eu digo que ele se parece com instrumentos financeiros, porque a regra dos instrumentos financeiros ele classifica os instrumentos financeiros em 3. Em 3 categorias, ou ele é Hell to maturi. Aqui eu vou manter os termos na língua inglesa porque tem diferenciação entre US gap EEFRS. Aliás, eles chamam aqui nos Estados Unidos de afris, então entre OUS gap e o Fresh, então a health to maturity mantido até o vencimento, numa tradução aí não muito literal, não reconheço ganhos e perdas não realizáveis. Significa que eu não reconheço flutuações de mercado? A segunda é a é valiable forçail eu eu faço a mensuração a valor justo, mais as variações vão para o patrimônio líquido em outros resultados abrangentes. E a terceira que é trading onde é igual cripto, não igual, igual, igual, mas fundamentalmente igual cripto, onde eu eu mensuro a fair velho e a variação vai para resultado, ganhos de perdas diretamente no resultado. Isso vai dar efeito fiscal? Não. Contabilidade Americana. Contabilidade financeira é uma coisa, contabilidade tributária é outra. Contabilidade tributária não aceita nenhuma, nenhum ganho e perda não realizada. Então, para efeito tributário, efeito nulo. Mas no que é que impacta então? Indo para resultado, impacta em dividendos, impacta em bônus para os. Para os para os gestores, impacta nos indicadores de performance, para covenants, para empréstimos bancários, ou seja, impacta em um Monte de coisas, indo para resultado ao invés de só há perda. Então aqui foi 11 Conquista. O ganho também vai para resultado. Conquista aí da norma nova com a norma velha. E não indo pro PL, não indo pra outros resultados abrangentes, ele faz com que eu tenha essa flutuação diretamente no resultado, tá? Então. Que que nós tínhamos antes mensuração custo menos impermit agora mensuração. A fé é velho com os ganhos e perdas de valor justo no resultado. Antigamente eu não tinha reversão da perda. Agora como os ganhos e como é a fé velho com com os ganhos e perdas no resultado, eu reconheço qualquer flutuação, tanto para mais quanto para menos. Eu conheço tanto os ganhos quanto as perdas. A norma valdition discloser bem limitado. Agora tem um Disclosure muito mais abrangente. Eu tenho separação do saldo de cripto e novas divulgações. Eu preciso divulgar o meu low forward, que é a minha movimentação, quanto que eu tinha, quanto que eu comprei, quanto que eu vendi, quanto que eu tive de ganhar perda e o meu saldo final. E eventuais restrições contratuais. Está então. Ou seja, eu tenho aí um modelo novo, bem mais apurado, bem mais moderno do que era o modelo antigo. Finalmente, o órgão regulador reconheceu que cripto é um ativo de características únicas. Ele não é um intangível de forma geral. Então vamos lá, né? O que que está incluído? Os criptoativos fungíveis bitcoin, ethereum Moreno e qualquer outra bitcoin. Aí é qualquer outra cripto que a gente tem. E o que que é fungível? Por exemplo, bitcoin. Não importa se eu faço mineração. Se eu compro de uma corretora, se eu compro em é p to p, um bitcoin é igual ao outro bitcoin, eu posso juntar em Fórmula 1, 2 bitcoins. Então isso é uma coisa fungível e tem que ser uma blockchain pública. No curso anterior, no curso introdutório, a gente fez uma explanação aí do das diferenças entre uma blockchain pública e privada. Se tiver dúvida, vai lá, que está lá mais ou menos aí no minuto 8 a 10. Do nosso vídeo. Então, o que que está incluído nisso? OEO intangível, segundo OUS gap sem direitos, exigíveis a bens, serviços e ativos subjacentes. Em blockchain ou ledger distribuído e protegido por criptografia, tem que ser fungível, não criado ou emitido pela própria entidade ou partes relacionados. Isso é uma blockchain pública. Eu tenho uma blockchain privada que é o contrário disso tudo. É exemplo aí, bitcoin ethere e outras cripto fungíveis. Excluídos aqui as blockchains privadas, que são os tolkens próprios, as stainble coins e títulos mobiliários, onde principalmente para os nfts que não são fungíveis stablecoin que se enquadram como ativo financeiro ou que dão direito resgatável a colateral, ele está fora da norma rope talkins que conferem direito ao ao ativo subjacente. Tá fora da norma tolkens emitidos pela própria entidade ou parte relacionada fora oi e as criptose ou talkings que dão direito a outros ativos, por exemplo, 11 tokenização de ações ou de dívida, por terem direitos exigíveis, também não atendem ao escopo. Finalmente. Um pequeno exemplo aí. Aí eu tenho uma voltando, né? O nosso exemplo aqui, aqui de trás. Compra de um btc por 60, cai pra 40, sobe pra 70 pela norma antiga, fica em 40 pela norma nova. Comprei um btc por 60, cai para 40. Eu tenho uma perda de 20. Se sobe para 70, eu tenho um ganho de 30. Então eu fico aqui de 60 para 40, de 40 para 70, então eu tenho um ganho. De 30 está. Então essa é a mudança. Esse é o nosso modelo novo, muito mais moderno, muito mais atual e muito mais útil para os nossos investidores. OK pessoal, por hoje é só um grande abraço. Obrigado a todos e vejo vocês no próximo curso.