O que são criptoativos e por que importam?
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Olá, todos sejam bem-vindos ao nosso curso de criptoativos na contabilidade. Eu sou o professor Jorge scarpin, doutor em contabilidade pela USP São Paulo e atualmente professor de contabilidade na Concordia College, em moread, Minnesota, nos Estados Unidos. Então vamos falar aí sobre os criptoativos na contabilidade e o nosso curso de hoje, o primeiro da série. Que versa sobre. Vamos lá? É o que são e por que importam. Então essa é AA nossa. Nosso trabalho para hoje, então o primeiro, né? Qual que é o contexto de precisar de uma norma para regular os criptoativos? Então a primeira coisa, grandes empresas estão entrando no mercado cripto. As grandes empresas aí que a gente chama de baleias do mercado, estão tanto empresas não financeiras como a Tesla, quanto empresas financeiras. Setor bancário está investindo muito pesado. Em crypto e com isso, os investidores exigem transparência. Exigem transparência das demonstrações contábil. O modelo antigo que a gente vai tratar sobre isso mais nos outros cursos que era tratado, as criptos como intangível era insuficiente. E o fasm responde com a. ASU 2023 08, que cria a as CA asc 350 60. Então, se você está mais familiarizado com as normas do fasb, toda a norma que começa com 300 se refere sobre ativo, tá? Então estamos tratando aqui de uma norma de ativo. E aí, nessa linha do tempo, até 2020, não era muito popular entre as empresas, mas começou a ter uma pressão dos stakeholders. 21 e 22 discutiu se a norma em 23 publicou-se a norma, portanto, por isso que a norma se chama 2023, que Ela Foi, que é o ano de publicação com a vigência a partir de 24. OKE, aquilo que vamos tratar hoje o nosso vocabulário chave, podemos chamar assim é, o que é criptoativo, o que é blockchain, o que é Custódia, o que é risco de concentração, o que é fair velho e aí fair velho não é só sobre cripto-fair velho, ele está lá na asc 820 e aí de novo, né? Normas do fasb tem uma codificação as normas 800 são as normas de broad transction ou o que é que é uma? Brock plranse action são normas que regulam não apenas ativo, não apenas passivo, não apenas receita, não apenas despesa. São normas que transitam pelo conjunto de demonstrações financeiras. Está então o fervelho. A gente tem que fazer para ativos, passivos, receitas, et cetera. Impedem que não temos mais em crypto, mas tínhamos na norma antiga e roll-forward. OK, então vamos lá. O primeiro criptoativo, o que que é a norma crypto? É uma coisa interessante da norma. Ela diz o que é e o que não é, então tira todas as dúvidas. Então, o que é? Primeiro é um ativo. Se é um ativo, ela tem que respeitar todos os conceitos de ativo. Entidade tem que ter controle sobre aquele ativo, tem que vir de uma transação passada, et cetera. Ele é criado o reside uma tecnologia de registro distribuído, que é a blockchain ou tecnologia similar. A gente vai ver o que que essa blockchain, daqui a pouquinho é protegido por criptografia. Ele é fungível, ou seja, uma unidade economicamente intercambiável com outra da mesma natureza. Um bitcoin é um bitcoin independente de quem eu tenha comprado, independente de quando ele foi minerado. Se eu comprei um bitcoin de a, comprei um outro bitcoin de b eu tenho 2 bitcoins, isso é que é algo. Ser fungível não concede ao detentor direitos de aplicar ou receber bem serviços ou outros ativos, ele não está atrelado a um outro ativo que é diferente de uma e utility talk our ou security token. E o que não é? Então? O que que ele não é? O que que está fora do escopo? Então aqui de novo, tá, não é que não seja um criptoativo. Ele não é um criptoativo abarcado pela norma azo 2023 08, tá? Ou seja, você vai registrar isso de uma outra forma na contabilidade? Então, os. Nfts, porque eles não são fungíveis, eles são únicos, então eu tenho um. NF TA, eu tenho um outro nftb, eu não junto e tenho um NFTAB. Eles não são fungíveis, então eu registro como outro ativo que não criptoativo quando são tokens emitidos pela própria entidade. É a minha criptomoeda, muitas empresas estão fazendo isso, então isso não é criptoativo sta balcões por exemplo, eu tenho. A mais comum dela é a stablecoin em dólar. Ou seja, uma stablecoin em dólar ele vale 1 USD e aí ele varia conforme o dólar. Varia. Então ele é lastreado em uma moeda fiduciária ou em um outro ativo. Então se ele é lastreado em dólar, ele é dólar, se ele é lastreado em ouro, ele é ouro. Ele não é criptoativo e ativos trokenizados que representam títulos mobiliários ou contratos. Um token que. Represente uma ação. Aí ele é uma ação. Ele não é um. Ele não é uma cripto. OK, então aqui é mais que tipo de ativo que nós vamos classificar na contabilidade. E o que que é blockchay? A blockchain também de acordo com a aura 2023 08. Então todas as definições aqui são de acordo. Com a 2023 08 é, ela é entendida como um livro razão digital distribuído do qual os criptoativos são criados e residem. É tipo teu livro diário da contabilidade tradicional, é ou de um livro razão? Se ele está falando de uma conta só, um livro razão? É que ele onde ele é registrado e ele funciona como registro público descentralizado. Que utiliza a criptografia para validar e registrar as transações. É, a grosso modo, grosso modo, com milhões de aspas, como se fosse um cartório onde a sua, onde a sua cripto está registrada e cada nova transação ela é adicionada em forma de blocos encadeados. Uma tradução feia, não é? E aí o nome blockchain, que seria um blocos encadeados ou blocos acorrentados. É uma corrente de blocos. Escolha a pior tradução aí, porque todas elas, na minha opinião, são horríveis, por isso que a gente chama de blockchain. É e é esse ambiente que garante a integridade, segurança e imutabilidade dos criptoativos contemplados pela norma. Então é por isso que eu. Isso é o meu ativo. Ele não é uma. Ele não é uma despesa, ele é um ativo. E aí eu posso registrar isso como? Um ativo então? No escopo da asu 2023 08, a blockchain é o sistema tecnológico base que permite a existência de ativos como bitcoins, ethereum e outras. Outras criptos cuja mensuração passa a ser obrigatoriamente a valor justo ou a fair velho, como dizemos aqui nos Estados Unidos. Que mais que que é uma blockchain pública e 1 e 1 blockchain privada blockchain? Pública. AA norma, a barca. Blockchain privada não é criptoativo, de acordo com a norma. Então, basicamente, aqui é um resumo do que é. É criptoativo do que não é criptoativo, então acesso a qualquer pessoa. Ele é descentralizado na. Na público. Ou seja, o que que é? É crypto perante a norma. Exemplos aí, bitcoin, etherium. A transparência total, todas as transações, elas são visíveis, a segurança é baseada em em consenso, tem uma alta fungibilidade, uma alta liquidez, tem mercados ativos para isso. Por isso, ela é incluída na norma a blockchain privada? Não, porque ela é privada, ela não é pública. Então, ela é restrita a usuários autorizados centralizado por uma única empresa ou um consórcio de empresas. Por exemplo, hiper LED blockchain corporativas é não é nada transparente se ela é restrita a usuários autorizados. AA, transparência só para esses usuários não é não é para o mercado em geral. Segurança baseadas em em regras internas. Se eu tenho a minha blockchain privada, minha blockchain e minhas regras. A fungibilidade ou a liquidez é baixa porque depende do controlador, então isso não é criptoativo. Segundo a norma, você vai registrar isso como um outro ativo, mas não vai seguir a norma ISO 2023. 08. É o que que é a Custódia, né? Custódia significa quem mantém, em nome da entidade, as chaves privadas necessárias para acessar os criptoativos na blockchain. É como dinheiro, né? Como se a minha cripto fosse um dinheiro, eu posso custodiar isso no banco, eu vou lá, deposito no banco, o banco aí dá sua preferência, ou eu posso guardar No No meu colchão, posso guardar em casa, então ele pode ser uma Exchange que seria. Um banco, uma. Uma corretora digital temos aí inúmeras corretoras, corretoras digitais, não vamos a citar exemplo para não fazer propaganda gratuita, né? 11 custodiante profissional, por exemplo, quinban custody, encourage outros. Seria assim, eu contrato alguém para custodiar a minha, a minha cripto. Mas não é uma corretora, não consigo comprar e vender Por Ela. Eu só estou custodiando ou que nós chamamos de self custody. É quando a própria empresa guarda a sua chave. Avisem carteiras digitais internas nas nas code wallets que são as mais comuns. Está então a Custódia pode ser própria? Pode ser externa, mas de novo eu tenho controle sobre a cripto mesmo com um agente de Custódia externo. Como eu tenho o controle do meu dinheiro mesmo ele estando depositado no banco, se eu não tenho controle? Não é meu, não é meu ativo. OK. E aí, o que que é o risco de concentração? Não é? E aí que a empresa precisa divulgar? Se esse risco de concentração exige, é, existe, então A Entidade, ela deve divulgar em notas a natureza da Custódia. Quem quer o custodiante ou quem são os os custodiantes é o risco. Se a maior parte das minhas cryptos está em um único custo, diante ou em uma única Exchange, por exemplo, 85% dos cryptos estão depositados em uma. A Exchange localizada fora dos Estados Unidos aqui porque porque quando eu tenho uma Custódia externa, eu tenho um risco externo. Porque as criptos, elas não são reguladas no mercado financeiro, elas não são garantidas pelos fundos garantidores que. Garantem os os correntistas de um banco. Se um banco quebra, por exemplo, então o senhor tem 85% das minhas cryptos. Custo odiadas em um agente externo e esse agente externo quebra, eu perco as minhas cryptos, tá, a grosso modo. E qual que é a política de segurança que eu tenho para que essas criptos não evaporem? OK. E aí o fair. Velhice, né? De novo, não é a norma de cripto, é fair. Velhos de modo geral, lá pela asc 820, mas o fair-velho seria o preço que seria recebido pela venda de um ativo. Vamos parar aqui no nosso ativo, que a gente não está tratando de passivo. É, não é valor de mercado, tá? É o preço que seria recebido pela venda. Qual que é a diferença de preço recebido pela venda e valor de mercado? Se eu tenho alguma despesa para executar essa venda, eu tenho que pagar comissão, eu tenho que pagar taxa para a corretora? Et cetera. O preço é o preço líquido de venda, não é o valor de mercado. O valor de mercado é o valor bruto. O preço para ferir então, para o fervelho, é o preço líquido de venda, então o preço bruto vá. O valor de mercado menos as despesas incorridas por essa venda, e aí? Quais são as características? É, primeiro, eu tenho uma base de mercado que não é específica da entidade. Ou seja, eu tenho um cachorro caramelo, que eu acho que vale 10000000 de reais. Pena que eu não acho ninguém disposto a pagar 10000000 de reais por ele. Isso não é preço de mercado, isso é o que eu acho, não é a base de mercado. Tem que e aí nós vamos daqui a pouco falar um pouco sobre essa base de mercado, mesmo quando eu não tenho mercado, tá? Uma transação ordenada, ou seja, as as 2 partes tem o mesmo interesse. Eu não tenho uma. Uma liquidação forçada. Eu estou desesperado atrás de dinheiro e aí eu vendo por qualquer valor ou o contrário. O meu comprador está desesperado por ter uma cripto e eu consigo inflacionar o preço. Então suponho, aqui a norma supõe que seja uma transação normal. E os participantes participantes do mercado são agentes independentes. Eu não posso vender para mim mesmo? Ou eu sou dono da empresa a tenho 80% da empresa BA empresa a vendeu para b, não são? Pai é, não são agentes independentes. Eu sou dono de 100% de um, de 80% do outro. Então não são independentes. Eu tenho controle sobre os 2. Tá então. E eles têm que ser bem informados e dispostos a negociar, ou seja, uma transação normal está basicamente isso. E aí, o que que é? A base de mercado? Tem 3 níveis, entendeu? 12 e 3. Preferencialmente nível um, na ausência do nível um, pode-se usar o nível 2. Na ausência do nível 2, usa-se o nível 3, nível um. Basicamente, em mais de 90% dos casos entram aqui. É quando eu tenho um preço de mercado, um preço cotado, é um preço ilícito. Eu consigo entrar no Google, por exemplo, e coloco lá o preço do bitcoin hoje. Aí ele vai dar lá cotação do bitcoin hoje são preço, mercado nível, um melhor nível. Eu não tenho, que é o nível 2, eu não tenho um preço de mercado para o meu. Cripto pra mim, a cripto. Mas eu tenho um preço para uma cripto similar e aí normalmente essas 2 elas são vendidas ao mesmo preço ou a minha é historicamente 90% da outra que tem valor de mercado, então eu uso esse valor de mercado da outra, aplico 90%, eu chego no preço de mercado meu. E aqui o nível 3 não existe. Mercado ativo é, eu tenho aí. É, por exemplo, um caso de moedas raras. Não vai ter um mercado ativo, mas eu consigo estabelecer com base em especialistas. Com base aí eu contrato consultores, et cetera, para determinar o valor de mercado. Então para cripto é raramente isso vai acontecer. Eu não creio que vai acontecer nenhuma vez, porque se não passa a ser uma. É. Uma cripto? Que tenha uma blockchain privada e aí não abarca pela norma ou é uma cripto com um valor tendendo a zero. Ou seja, é uma, é uma shitcoin como pessoal, é maldosamente, chama. É aquela que não vai ter valor de mercado, ou seja, perdeu, é registro para isso como despesa. Você não tem mercado, ninguém quer comprar, et cetera. Então o nível 3 para cripto é muito raro. Seriam mais para outros ativos que existem de forma bastante, bastante única. Tá? Então cripto. Fundamentalmente nível um de vez em quando, o nível 2. E o que que é empermit, né? Imperment é uma, é uma redução do valor recuperável de um ativo, tá? É tratado em diferentes tópicos, nasc, 350, partes da 360, da 326. Lembra do é 333? Tudo normal de ativo, tá? As perdas são irreversíveis. Ao contrário do do IFRS, onde você pode reverter a perda, no USB, as perdas por intérpretes são irreversíveis, então, por exemplo. Cenário de cripto antes da norma atual, que era assim que a gente fazia, comprei um bitcoin por 60000 USD, o preço cai para 40. Eu tenho uma perda de 20 há uns tempos, Hein? Bitcoin 60000 é preço cai para 40. Eu tenho uma perda de 20 se o preço sobe para 70, nada feito. Continuo registrado a 40 se fosse no Brasil, pelos, pelo CPC ou por qualquer país que usa IFRS. No primeiro ano, perda de 20, no segundo ano sobe para 70. Eu não posso registrar o ganho, mas eu posso reverter a perda. Então ele teria aqui um ganho de 20, revertendo a perda do ano anterior. Estados Unidos, EUS gap isso é proibido, não pode fazer. Eles dão risada quando você desperde alguma coisa ou se você perdeu ou você não perdeu. Então, se você registrou a perda, ela é irreversível, mas mudou, não temos mais. É, nós temos aí valor justo, então nós reconhecemos ganhos e perdas. Então aqui nós temos o que é chamado de roll-forward. O que que é o roll-forward? É meio que um livro razão, tá? Se a gente for pegar lá nos nossos lançamentos contábeis lá da contabilidade básica, lá lá da nossa graduação, é meio que a conta tem. Saldo. Inicial, entrada, saídas, ganhos e perdas, saldo final, então seja em unidade física. Meu saldo inicial 2.5 bitcoins, comprei um, fiquei com 3.5, vendi 1.5, fiquei com 2. Se a gente for tratar isso em dólares, o saldo inicial de 250, comprei um por 112, vendi um 1.6 por 1.5% e 66 tive um ganho, tive um aumento no valor de mercado de 48, fiquei com um saldo final. De 243.8, 1000 USD. Está 243800 USD, então isso é um para qualquer conta contábil, não só para cripto row Ford é para qualquer conta contábil. Ele traz essa lógica de saldo inicial. Mais entradas, menos, menos saídas, mais ganhos, mais ou menos, né? Ganhos ou perdas? OK, pessoal, então por hoje é só muitissimo. Obrigado. É aí, Elsa, nossa. Parte final ou finalizando o nosso primeiro módulo aí de criptoativo na contabilidade, o que são e por que importam?