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Ativo problemático adquirido

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Uma outra novidade que a gente tem no IFRS 9, no que tange as perdas de crédito, é o tratamento de ativos que são gerados ou adquiridos já com problemas de crédito. Em alguns caso, considera-se que um ativo financeiro apresenta problemas de crédito no reconhecimento inicial porque o risco de crédito é muito elevado, sendo comprado com um grande desconto. Exige-se que uma entidade inclua as perdas de crédito esperadas iniciais nos fluxos de caixa estimados ao calcular a taxa de juros efetiva ajustada ao crédito. Então, esse trecho da norma está reconhecendo que muitas vezes isso acontece. Um ativo financeiro já é adquirido, ou ele é gerado, já com problemas de crédito, já com risco de crédito elevado. E nessas situações ele considera que o ativo deve começar já com um valor menor, e que a taxa efetiva de juros deve ser uma taxa ajustada ao risco de crédito. Para ilustrar isso a gente colocou um exercício aqui. Suponha que um ativo com valor futuro de $ 200.000, vencimento em um ano, tenha sido adquirido por $ 110.000. Então, ele foi adquirido aqui por $ 110.000. A perda esperada nesse ativo, devido ao risco de crédito elevado, foi calculada em $ 100.000, valor do vencimento. Quer dizer, essa perda está sendo estimada na data de vencimento. Ou seja, espera-se que no vencimento seja recebido $ 120.000. Sabendo que, desconsiderando os problemas de crédito, a taxa de mercada para esse ativo seria de 30%, demonstre o reconhecimento inicial desse ativo. Então, desconsiderando problemas de crédito, a taxa efetiva... Aliás, a taxa de mercado para esse ativo seria de 30% a.a.. Então, o reconhecimento inicial desse ativo, como é que ele vai ser? Vou pegar a minha calculadora aqui, e também vou sugerir que nesse momento você pause esse vídeo e, com base naquele trecho da norma que nós lemos, você tente resolver o exercício. Então o que eu vou calcular aqui? Eu tenho um valor esperado de recebimento de $ 120.000, esse é o meu valor futuro. Tenho uma taxa de mercado de 30% que eu vou colocar aqui no "i". Tenho um ano que eu vou colocar aqui no "n", o período. Vou pedir para a calculadora calcular o valor presente de acordo com essa taxa efetiva de juros. Esse valor deu $ 92.307,69. No slide ele está arredondado, o valor de $ 92.308. Vamos utilizar esse número já arredondado. Então, como é que a gente contabiliza essa aquisição do ativo financeiro? Foi feito um desembolso, entrega de caixa, de $ 110.000, mas o valor justo, inicial, desse ativo é $ 92.308. Por quê? O valor pelo qual o ativo poderia ser trocado no mercado, seria à taxa de mercado, à taxa de 30%. E olhando para o valor que deve ser recebido, o valor que se espera que seja recebido. Então, os participantes de mercado, se a gente tiver uma transação sem favorecimento, pagariam $ 92.308 por esse ativo. Por isso a gente contabiliza dessa forma: sai caixa de $ 110.000, registra-se um ativo financeiro de $ 92.308. A diferença entre esses dois valores, que está aí no slide, é o $ 17.692. Essa diferença vai ser contabilizada como uma perda na demonstração de resultado do exercício. Então, isso aqui vai estar lá... Vai passar pela demonstração de resultado do exercício no período. A partir daqui? Eu reconheci, inicialmente, o ativo por $ 92.308, e eu vou atualizar esse ativo se ele for um ativo mensurado ao custo amortizado. Eu vou atualizar esse ativo de acordo com a taxa efetiva de juros, que vai ser calculada com esse valor presente e com esse valor futuro, que deve ser a própria taxa de 30% a.a.. Então, se for uma mensuração ao custo amortizado eu vou continuar atualizando esse ativo ativo, até o vencimento, à taxa de 30% a.a.. Legal? Então, vamos para o próximo.