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Preço

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Vamos falar um pouquinho, então sobre a etapa do preço. É o valor da contraprestação a qual A Entidade espera ter direito em troca da transferência dos bens ou serviços prometidos ao cliente, excluindo quantias cobradas em nome de terceiros. A importante a gente destacar, excluindo quantias cobradas em nomes de terceiros. Tá bom, agora a gente vai definir um pouquinho que é receita bruta e o que é receita líquida, tá? Porque essas quantias cobradas em nomes de terceiros, elas vão constituir deduções? Deduções da receita bruta tá? Então o que a gente está chamando de preço aqui, na verdade, é a receita líquida é porque a demonstração de resultado do exercício ADRE ela normalmente começa da receita líquida. Tá, mas da receita líquida para cima? O que a gente tem, a gente tem lá. Receita bruta tá e a gente tem essas deduções aí é que no IFR S15, ele está falando das quantias cobradas em nomes de terceiros. Tá? Então a gente pode ter impostos sobre o faturamento, tá entre a receita bruta e a receita líquida, a gente pode ter valores que vão ser repassados a terceiros. Entre a receita bruta e a receita líquida, e a gente pode ter ali, por exemplo, também o ajuste a valor presente, tá? Então vamos, é, vamos, vamos dar uma olhadinha em algumas demonstrações que foram publicadas em algumas notas explicativas, pra gente ver se fica um pouco mais claro essa questão do preço. Por exemplo, a gente pegou as demonstrações da Multiplus primeiro trimestre de 2018, nota explicativa da múltiplos. Olha que interessante, ela diz. Embora o normativo EFR S15, né? Não tenha trazido impactos significativos em relação à forma atual que a companhia reconhece suas receitas. A companhia entende que a principal modificação ocorrida. E que trazem impacto sobre as demonstrações financeiras. Está relacionada com a mudança da classificação contábil de principal para a gente. Bom que que quer dizer isso? Mudar de principal para a gente. Vamos pensar em um negócio mais simples que o da Multiplus. Depois, a gente volta para ela uma agência de turismo, por exemplo, uma agência de turismo, ela recebe uma contraprestação do cliente. Vamos supor que seja 2000 BRL. Com esses 2000 BRL, a agência de turismo contrata é uma companhia aérea, compra passagens, ela contrata hotel e faz lá a reserva da das estadias, né? E algumas vezes outras coisas, como ingressos de parques, passeios, esse tipo de coisa, tá? E vamos supor que a companhia AA essa companhia e essa agência de viagem fique com 10% desse valor. É um dos 2000 BRL. Ela vai ficar com 200. Está que que é a norma, diz. Vou voltar aqui é AA mencionar o slide anterior, que fala de preço, fala preço é o valor da contraprestação recebida do cliente, excluindo quantias cobradas em nome de terceiros. Então, como AA agência de turismo, agência de viagem, ela é um agente, ela. Só repassando valores está para o. Hotel para companhia aérea e para outras partes, então a receita dela, na verdade, não são os 2000 BRL que o cliente pagou. A receita dela é o que faz jus à prestação de serviço dela, a obrigação de desempenho dela é a obrigação de desempenho dela. Foi contratar esses serviços, esses pacotes, tá? Então por isso, a contraprestação dela dá direito a 200. E não a 2000. Tá, então vamos voltar lá para nota explicativa da Multiplus. Então eu falei, é interessante que ela disse que não tem impacto significativos no reconhecimento de receitas, mas quando a gente olha para a nota explicativa é na qual ele compara AA receita sem OIFR S15 e com OIFR S15, a gente vê que tem um baita ajuste ali, né? Justamente porque a. Multiplus também entendeu que. No negócio dela, ela é. É Ela tem um papel de agente, quer dizer. Ela tem uma obrigação de entregar pro pros os clientes lá que tem o os pontos do programa de fidelidade múltiplos. Quando os clientes exercem o seu direito, ela vai fazer o quê? Ela vai contratar? Uma companhia aérea e comprar a passagem, ou ela vai comprar algum item que esse cliente? Queira, não é para quando ele resgata o os pontos do programa de fidelidade. Está, então ela simplesmente está repassando esses valores. Vamos supor que o valor dos pontos aí do programa de fidelidade seja 1000, BRL e que para comprar uma passagem aérea, passagem aérea que o cliente deseja a multiplos, gaste 800. Então, na verdade desses. 1000. Que é o valor do programa de fidelidade. A receita da Multiplus é só a diferença, é só 200, porque tem 800. Aí que ela tá só repassando, tá? É só repasse. Ela tem uma obrigação com o cliente, ela vai cumprir essa obrigação. Como? Repassando 800 para uma companhia aérea, tá, e por esse serviço, por essa intermediação, qual que é a receita da Multiplus 200? Legal é uma mudança de paradigma também, né? É importante para quem está analisando demonstrações contábeis aqui. Presta atenção, você está calculando margem, dividindo lucro por receita e aí, se você está fazendo isso ao longo do do tempo para múltiplos ou para alguma outra empresa que tem esse impacto aí Na Na. No ajuste, né? Do do IFR S15. Isso dá uma baita diferença nos cálculos de margem, tá? Então, toma cuidado com isso, vai ter uma quebra nessa nessa linha. Aí do do tempo, tá? Um outro exemplo, b 2WB 2W, peguei é pegamos aqui uma notinha de do quarto trimestre de 2017, quarto trimestre de 2017 simplesmente AB 2 w, fez uma nota explicativa falando quais seriam os impactos do IFR S15 para o próximo ano. Tá? Então ela fala aqui de algumas operações, Inter company, né? É? Tratamento atual dessas operações Inter company. Ela registra a receita de venda dos impostos e incidentes e do custo das vendas. E aí, do IFR S15 diz que ela vai simplesmente registrar a comissão sobre a venda e os impostos incidentes, tá impostos incidentes sobre essa comissão provavelmente, né? Não está claro aqui no texto mais. Provavelmente seja isso que ela, que ela tribute está. Então assim também é. Parece que tem essa questão de mudança aí de principal e a gente nessas operações Inter company. Então ela está repassando valores para companhia do grupo que ela está. Que ela está simplesmente fazendo um serviço de intermediação ali nessa venda, né? AAA receita dela é simplesmente a comissão. Não. O valor de venda do do produto. Tem um outro item lá, fala de descontos condicionais, descontos condicionais, tratamento atual é o desconto é registrado como despesa financeira. Agora sobre OIFR 15 AB 2 w. Tá dizendo que ele vai ser registrado como uma dedução da receita bruta, tá? Então, mais um item vai ficar lá entre a receita bruta e a receita líquida, lembrando de novo que ADRE começa da receita líquida. Outro exemplo, Qualicorp Qualicorp também tem um ajuste importante ali Na Na linha de custos e de receitas. Por quê? Tinha alguns custos da da Qualicorp que eram repasses financeiros nos contratos de adesão? Está, então ela simplesmente repassava valores para outras empresas, para parceiros de negócios. Tá? Então, sob o IFRS 15, ela não conseguiu. Mais? Como um custo, porque ela considera que a Qualicorp nesse negócio, ela é agente, então ela simplesmente está repassando valores, então tira esses valores do custo custo do serviço prestado e ele passa a ser deduzido ali da linha de receitas, tá? Então a linha de receitas da Qualicorp também fica um pouquinho menor com esse ajuste? Alguns exemplos interessantes aí que a gente colheu, né? Acho que é importante. Você. É ao terminar esse vídeo sobre preço, você olhar a empresa que você trabalha ou a empresa que você analisa a empresa que você audita. Veja as notas explicativas, principalmente as notas do as notas explicativas do ano de 2018, que é o primeiro ano de adoção do IFR S15. A essas notas explicativas, elas tendem a ter algumas explicações aí legais sobre as. Mudanças trazidas pela norma ou sobre as não mudanças trazidas pela norma? Tá, pode ser que nessa pesquisa você encontre algumas. Alguns outros exemplos também interessantes, tá bom? Falando ainda do preço, o preço, ele pode incluir uma contraprestação variável, essa contraprestação variável. Ela pode depender de um evento contingente. Ela pode depender de um desempenho do nosso cliente. Tá de várias coisas. Essa contraprestação, apesar de variável, ela tem que fazer parte do preço, tá? E o frs 15 fala de 2 formas diferentes da gente considerar essa contraprestação variável. A primeira delas é o valor esperado, valor esperado. Assim a gente. Desenha cenários, né? Traça cenários, por exemplo, vão pensar em cenário. Provável cenário. Mais pessimista e um cenário mais otimista. Tá China. Ele não precisaria nem colocar esses nomes. Eu poderia simplesmente atribuir percentuais para esses cenários. Vamos dizer que Oo que eu chamei de mais provável seja um cenário que a empresa acredita que vai acontecer, aí é com 60% de chance e vamos supor que tenha 30% de chance de acontecer. Um cenário BE 10% de chance de acontecer um cenário c. Como é que a gente calcula? O valor esperado, valor esperado. A gente vai ponderar a probabilidade de cada um dos cenários. Vamos dar um exemplo aqui, rapidinho, vamos pegar o quadrinho e eu vou rabiscar um exemplo bem simples aqui neste quadrinho. Como que a gente vai fazer? Vamos pensar no seguinte. Cenário mais provável, vamos supor que tenha 60% de chance, tá? Chamei de cenário a? Cenário b. 30% de chance, cenário c. 10% de chance de acontecer, tá? Vamos supor que no cenário mais provável, a. Contraprestação variável chegue a um valor de. 100 no cenário BA, contraprestação chegue a um valor de. 200 nessa contraprestação variável. No cenário c, essa contraprestação chega a um valor de. 150, tá? Então isso aqui é valor monetário, tá? Que que a gente faz o. Usando esse método aí do valor a do do valor esperado, a gente vai ponderar. 60% de 100 é 6030 por cento de 200. Também em 60 e 10% de 150. Que é 15. Então o que seria o valor esperado, valor esperado, seria a soma desses 3, tá? 60, 120, 100 e. 35, legal, então. O valor esperado, ele seria uma ponderação de cenários. Não precisa necessariamente ter 3 cenários, tá? Isso é só um exemplo. A outra abordagem é também é válida, tá? As 2 abordagens são válidas no IFR S15. A outra abordagem fala em valor mais provável, então não precisaria fazer essa continha aqui essas ponderações, tá? Valor mais provável é esse aqui. Tá, então eu poderia reconhecer a minha receita com base no valor esperado, que é essa ponderação de probabilidades ou no valor mais provável, tá simplesmente adotaria o 100, que é o valor mais provável, tá? E se eu errar essa estimativa? Porque assim a gente está falando de estimativa. Eu normalmente estimo tentando acertar, mas sempre tem um erro um pouquinho para cima, um pouquinho para baixo, né? O que a norma diz é que isso precisa ser ajustado à medida que a empresa tenha informações mais consistentes. Tá? Mas a gente vai? Estimando essa contraprestação variável inicialmente. Com base nesses 2 métodos e a partir daí a gente vai. Fazendo ajustes. Outro ponto importante é que outro assunto importante quando a gente fala de preço é o valor do dinheiro no tempo, porque ao determinar o preço da transação, A Entidade deve ajustar o valor prometido para refletir o valor do dinheiro no tempo. Tá, então ela vai trazer o valor da contraprestação à data presente? Um exemplo que a gente tomou aqui que a gente utilizou é da B2W de novo é primeiro trimestre de 2018 AB 2 w ela já aplica, né? Oo ajuste a valor presente porque, apesar de não ter uma norma Internacional que trate especificamente de ajuste a valor presente. A gente tem um CPC que trata desse assunto, né? Tem uma norma brasileira que trata de ajuste a valor presente. Por quê? Porque OCPC entende que ajuste a valor presente é consistente com as diretrizes do IFRS, com a estrutura conceitual básica do IFRS. Tá e a gente tem uma norma específica de ajuste a valor presente no Brasil. Bom, independente disso, OIFR S15. Exige? Esse ajuste, a valor presente das receitas tá? EB 2 w diz que as operações de vendas a prazo com o mesmo valor de vendas à vista prefixadas e que são representadas principalmente por vendas a prazo com cartão de crédito. Elas foram trazidas a valor presente, tá? E aí ela diz que. É considera. Os prazos não é de cada transação e utilizou uma taxa média de 7 ponto 25% ao ano. Tá que é? Base dos descontos de recebíveis da B2W nas respectivas Datas base? Tá? Então ponto importante aí pra gente considerar também que essa é mais uma dedução lá da receita bruta, mais um valor que. Diminui as receitas, tá? Eu espero que as empresas brasileiras já tivessem fazendo. Esses ajustes, mas de qualquer forma, tá trazido aí pelo IFRS 15, tá? Quem não estava fazendo ajuste a valor presente, deve fazer outro valor que a gente considera no na determinação do preço é valor de contraprestações. Não monetárias, contraprestação monetária. Quando eu recebo dinheiro ou uma promessa de dinheiro. Né? Com contas a receber, a contraprestação monetária, ela pode ser qualquer coisa, ela pode ser um serviço, pode ser um bem, um veículo, um apartamento. Tá? Então, a determinação é a receita dessa contraprestação, não monetária. Ela vai ser reconhecida pelo valor justo do item recebido, então, por exemplo, se eu prestei serviço. E em troca desse serviço eu recebi veiculo, recebi um carro, está qual que é o valor da minha receita? O valor justo desse veículo tá a minha receita vai ser o valor justo desse veículo. A complicação é quando o item que eu recebo. Ele não é, ele não tem mercado secundário ativo. Por exemplo. Vamos supor que eu preste um serviço de treinamento, eu vou dar um treinamento para uma televisão. E essa televisão é. Ela diz que ela vai me pagar com o serviço dela. Ela vai veicular uma propaganda da m 2 m, saber no horário nobre, tá? Então eu entreguei serviço, entreguei treinamentos, palestras e essa TV. Ela me deu como contrapartida a veiculação do comercial da m 2 m, saber no horário nobre, lá na programação da emissora, tá bom? O que eu recebi? Não tem um valor justo observável. Está muito difícil. Eu eu consegui mensurar com confiança o valor justo do item que eu recebi. Nesse caso, a gente pode, alternativamente, utilizar o valor justo do item que eu entreguei, tá bom? Mas o item que eu entreguei também não tem um mercado secundário ativo também é difícil eu ter essa mensuração de valor justo, confiável. Porém, o serviço que eu prestei, eu conheço o custo e eu sei qual é a margem normal para esse tipo de serviço, tá? Então eu posso determinar a receita neste caso? Tá como Oo item que eu recebi é um item não monetário e que eu não consigo mensurar o valor justo com confiança. Então, neste caso, eu consigo mensurar a minha receita pegando o meu custo e adicionando a margem que é normal. Pro meu negócio.