Mercado monetário
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Mercado Monetário. O Mercado Monetário representa o segmento do Mercado Financeiro no qual são realizadas transferências de recursos de curto e curtíssimo prazo, através da emissão de títulos. Segmento de Títulos Públicos. Normalmente as operações são realizadas entre instituições pertencentes ao Sistema Financeiro Nacional. Os títulos e as transferências de recursos ocorrem através do Selic, que é o Sistema Especial de Liquidação e Custódia desenvolvido pelo Bacen e pela ANDIMA, atual AMBIMA, em 1979. Os objetivos do Selic são controle, liquidação e custódia das operações de Títulos Públicos. Os Títulos Públicos são instrumentos de captação e política monetária do governo e uma opção de aplicação financeira para os demais participantes do Sistema Financeiro Nacional. Eles são emitidos pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central, com finalidades distintas. Negociação de Títulos Públicos primária. Corresponde à negociação direta e primária entre o emitente dos títulos, governo, e seus adquirentes, instituições financeiras: Leilões formais realizados pelo Banco Central, para a colocação de títulos para o mercado. Negociação de títulos públicos secundária. Ela realiza a transferência ou renegociação para terceiros dos títulos adquiridos no mercado primário: Leilões informais, go around, de operações compromissadas, lastreadas em Títulos Públicos realizados pelo Banco Central para a sintonia fina na política monetária e o segmento de títulos privados. As operações normalmente são realizadas entre instituições financeiras e seus clientes. Os títulos e as transferências de recursos ocorrem através da Cetip, que é a Central de Custódia e Liquidação de Títulos Privados. A Cetip foi criada em 1986 pelos principais bancos nacionais. Seu objetivo principal era dar maior segurança às operações. Em 2008, após um processo de desmutualização, a empresa passou a ser uma companhia aberta com ações negociadas na Bolsa de Valores. Trata-se de uma câmara, sistemicamente importante, que integra as instituições do Sistema Financeiro Nacional. Nela são registrados, custodiados e liquidados, diversos instrumentos financeiros como Títulos Privados, CDB, DPGE, CCB, LCI, LCA, CRI, CRA, COE, debêntures, notas promissórias comerciais, etc.; e derivativos: swaps, termos e opções. Tesouro direto. Teve início em janeiro de 2002 e trouxe a possibilidade de pessoas físicas transnacionais em Títulos Públicos através da internet. O valor mínimo de aplicação é bem baixo, para acessar os pequenos aplicadores, e aplicação máxima é de R$ 1 milhão. Os preços de aquisição são aqueles praticados pelo mercado. A liquidez dessas aplicações é garantida pelo Tesouro através de recompensas semanais, as quais acontecem às quartas e quintas feiras. Os títulos são adquiridos através de instituição autorizada. O investidor paga uma taxa de corretagem e os títulos são custodiados na CBLC, antiga Câmara Brasileira de Liquidação e Custódia, que atualmente é um departamento na BM&FBovespa.