Comunicado
20/03/2024

Comunicado N° 41.390

Define a meta da Taxa Selic em 10,75% ao ano e apresenta avaliação do cenário econômico e riscos inflacionários.

O Comitê de Política Monetária (Copom) definiu que a meta para a Taxa Selic será de 10,75% ao ano, a partir de 21 de março de 2024. A decisão foi tomada em reunião realizada em 20 de março de 2024, conforme o Regulamento anexo à Resolução BCB nº 61/2021.

O Copom destacou a volatilidade do ambiente externo, com debates sobre a flexibilização da política monetária nas principais economias e a queda da inflação. No cenário doméstico, os indicadores de atividade econômica confirmam a desaceleração prevista, com a inflação ao consumidor em trajetória de desinflação, embora as medidas de inflação subjacente estejam acima da meta.

As expectativas de inflação para 2024 e 2025, segundo a pesquisa Focus, estão em torno de 3,8% e 3,5%, respectivamente. As projeções do Copom são de 3,5% para 2024 e 3,2% para 2025, com inflação de preços administrados projetada em 4,4% para 2024 e 3,9% para 2025.

O Copom identificou riscos para a inflação em ambas as direções: pressões inflacionárias globais e resiliência na inflação de serviços como riscos de alta; e desaceleração econômica global e impactos do aperto monetário sincronizado como riscos de baixa. A condução da política monetária exige cautela devido à incerteza das conjunturas doméstica e internacional.

A decisão de reduzir a taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, para 10,75% a.a., visa a convergência da inflação para a meta ao longo de 2024 e 2025, além de suavizar flutuações econômicas e fomentar o pleno emprego. O Copom reforça a necessidade de manter uma política monetária contracionista até a consolidação do processo de desinflação e a ancoragem das expectativas de inflação.

O Copom antecipa, caso o cenário esperado se confirme, uma nova redução de mesma magnitude na próxima reunião, marcada para 7 e 8 de maio de 2024. A magnitude total do ciclo de flexibilização dependerá da evolução da dinâmica inflacionária, das expectativas de inflação, das projeções de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos.