Comunicado
09/12/2004

COMUNICADO N. 012746

Comunica procedimentos para implementação da estrutura de capital Basiléia II no sistema financeiro nacional.

O Banco Central do Brasil comunicou os procedimentos para a implementação da nova estrutura de capital, conhecida como Basiléia II, conforme as recomendações do Comitê de Supervisão Bancária de Basiléia. As diretrizes do Pilar 2 (Processos de Supervisão) e do Pilar 3 (Transparência e Disciplina de Mercado) serão aplicadas a todas as instituições do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

Para o risco de crédito (Pilar 1), o Banco Central não utilizará ratings de agências externas. A maioria das instituições financeiras deverá adotar a abordagem padrão simplificada, enquanto instituições de maior porte poderão utilizar uma abordagem avançada após um período de transição.

Estudos e testes estão em andamento para definir a melhor metodologia para a nova parcela de requerimento de capital para riscos operacionais. A expectativa é que instituições elegíveis para a abordagem avançada de risco de crédito também se tornem elegíveis para abordagens avançadas de mensuração do risco operacional.

Os requerimentos de capital para risco de mercado serão expandidos para incluir exposições não contempladas e permitir a utilização de modelos internos, desde que cumpram os critérios de elegibilidade.

As regras e critérios para a implementação de Basiléia II serão os mesmos para instituições de capital nacional ou estrangeiro. O Banco Central seguirá o seguinte cronograma:

  • Até o final de 2005: revisão dos requerimentos de capital para risco de crédito e introdução de parcelas para risco de mercado ainda não contempladas.

  • Até o final de 2007: estabelecimento de critérios de elegibilidade para modelos internos de risco de mercado e risco de crédito, e parcela de capital para risco operacional.

  • 2008-2009: validação de modelos internos para risco de mercado e início da validação de sistemas de classificação interna para risco de crédito.

  • 2009-2010: validação de sistemas de classificação interna para risco de crédito e cronograma para abordagem avançada de risco operacional.

  • 2010-2011: validação de metodologias internas para apuração de capital para risco operacional.