Notícia
10/10/2003

Mais de dez mil visitam Museu de Valores em 2003

O Museu de Valores do Banco Central em Brasília recebeu mais de 10,5 mil visitantes em 2003, principalmente estudantes, destacando seu acervo e estrutura.

O Museu de Valores do Banco Central em Brasília atraiu, nos últimos nove meses, mais de 10,5 mil, a maioria estudantes do Distrito Federal. O acervo do museu atrai também pessoas de vários estados brasileiros – e também de outros países –, movidos pela curiosidade que as raras peças despertam. Uma das grandes atrações é a maior pepita de ouro do mundo, com quase 60 quilos. O museu recebe uma média de 1.100 pessoas por mês, que destacam a organização, o acervo detalhado e a boa estrutura do museu como pontos positivos. Diariamente, cerca de três escolas levam seus alunos para conhecerem o acervo. Os estudantes são acompanhados por quatro monitores, que realizam palestra e exibem um filme sobre elementos de segurança da moeda e cuidados com o dinheiro.

As áreas mais visitadas do museu são a Sala Brasil e a Sala Ouro. A primeira conta a história do dinheiro brasileiro desde o início da colonização até os dias de hoje. A Sala Ouro exibe o metal precioso em suas diversas formas e os instrumentos utilizados na sua extração, fundição e refino. Maravilhada com a beleza das peças douradas, Rebeca Fernandes, de oito anos, ficou surpresa com a quantidade de ouro. "Eu nunca vi tanto ouro na minha vida."

Entre as raridades, o museu possui a moeda mais valiosa da coleção brasileira, conhecida como a Peça da Coroação, que teve apenas 64 exemplares fabricados em 1822. Outra parte importante do acervo são as condecorações, medalhas, moedas, cédulas e pepitas de ouro, documentos, objetos, e quadros raríssimos, como o de Portinari.

A associação dos Amigos do Museu de Valores, criada em dezembro de 2002 com o propósito de preservar e divulgar as atividades do museu junto à sociedade, investe atualmente na estrutura do ambiente. Os novos projetos da entidade cultural são: "Museu de Portas Abertas", que objetiva a criação da entrada independente para o museu; a instalação da plataforma elevatória, que facilitará a circulação de deficientes físicos pela Sala Ouro; e, finalmente, a instalação de uma pequena loja onde serão vendidos souvenires. As novidades não terminam por aí. De 17 a 23 de novembro, em comemoração à Semana da Consciência Negra, o Museu de Valores realizará exposição de cédulas, moedas, quadros e esculturas com figuras negras.

Clique aqui para obter mais informações sobre o Museu de Valores do Banco Central