Notícia
17/10/2003

Universitários assistem à palestra sobre administração das Reservas Internacionais

Palestra sobre administração e investimento das Reservas Internacionais para estudantes universitários.

O processo de investimento das Reservas Internacionais foi o tema da palestra ministrada por Daso Coimbra, chefe do Departamento de Operações das Reservas Internacionais (Depin), a estudantes universitários de Brasília e de Goiânia. A palestra, que faz parte do programa BC e Universidade, foi realizada no auditório do Banco Central em Brasília, em 10/10.

O objetivo do acúmulo de reservas em moeda estrangeira, segundo Daso Coimbra, é dar apoio à política monetária e cambial, aumentar a confiança do mercado financeiro em relação à capacidade do governo de honrar suas obrigações externas e manter a liquidez de moeda estrangeira no mercado interno em situações adversas. Atualmente, o volume das Reservas Internacionais do Brasil é de aproximadamente 53 bilhões de dólares.

O Depin é responsável pelo gerenciamento e aplicação das reservas brasileiras em moeda estrangeira. Parte desses recursos é destinada a uma “carteira de liquidez” com o objetivo de prover liquidez para eventuais intervenções no mercado de câmbio doméstico e para efetuar pagamentos do passivo externo da República. Outra parte compõe a carteira de investimentos e destina-se à aplicação dos recursos não comprometidos com pagamentos de curto prazo.

As Reservas podem ser investidas em depósitos a prazo fixo em bancos comerciais, em títulos de dívida governamental de outros países, em títulos da dívida externa brasileira e na compra e venda de moedas e de ouro.

No Comitê de Estratégia de Investimento, são tomadas as decisões de gerencia ativa, que é quando o investidor se desvia do benchmark na carteira real. O Comitê é composto pelo Diretor de Política Monetária, pelo chefe e pelo adjunto do Depin, pelo chefe da Divisão de Investimento e pelos coordenadores e estrategistas de cada mesa de operações.

A administração das Reservas Internacionais está sujeita a mecanismos de controle interno e externo. No âmbito do Banco Central, atuam o Departamento de Auditoria Interna (Deaud) e a Consultoria de Monitoramento do Depin. Externamente, a aplicação das Reservas é acompanhada pelo Ministério da Fazenda, pelo Tribunal de Contas da União e por uma auditoria externa independente. Além disso, em caso de extrapolação dos limites parametrizados, um sistema informatizado envia automaticamente aviso a todos os membros da Diretoria Colegiada.

O resultado desses cuidados com a administração das Reservas “é uma gerência compatível com o que há de mais moderno no mercado internacional”, afirma Daso Coimbra, comentando o reconhecimento do Brasil como referência entre a comunidade de bancos centrais, tendo inclusive sido um dos escolhidos pelo FMI, como case study na elaboração de seu paper com orientações aos bancos centrais sobre procedimentos e melhores práticas em administração de reservas internacionais.

Clique aqui para acompanhar o saldo diário das reservas internacionais brasileiras.