Cliqui aqui para baixar o anexo.No 21° andar do emblemático prédio do Banco Central, Paulo Cavalheiro, à frente da poderosa Diretoria de Fiscalização (Difis) do órgão, recebeu a revista Por Sinal para uma entrevista de mais de três horas. Interessado em esclarecer alguns fatos que por sua natureza polêmica geram dúvidas e desconfiança tanto dentro da instituição como na sociedade, Cavalheiro não deixou de responder a qualquer pergunta dentro do perímetro de sua área de atuação. O Diretor comentou os abalos sísmicos provocados pelos bancos Rural e Santos. Transferiu para o COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e o Ministério Público a responsabilidade de investigar casos de lavagem de dinheiro e admitiu que o sistema financeiro não está imune a novas liquidações bancárias decorrentes de gerenciamento fraudulento. Assegurou que o BC agiu corrente em ambos os casos, embora reconheça ser difícil avaliar qual o momento certo de intervir em uma instituição por causa de elementos subjetivos que interferem na avaliação técnica da fiscalização. Cavalheiro acredita que a imagem do BC junto à opinião pública não é positiva por conta de medidas aparentemente antipáticas que adota, como a manutenção da taxa Selic nos patamares atuais. Sobre a mudança no sistema de atendimento ao público, ele revelou que realmente houve problemas na sua implementação, mas defendeu a mudança, para ele, favorável para o público.