09/06/2007 - CPC no evento da Mulher Contabilista
PAINEL: GOVERNANÇA CORPORATIVA
A governança corporativa não é um modismo. Ela veio para ficar, alertou a representante do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Sandra Guerra, debatedora do painel Governança Corporativa, coordenado pela contadora Verônica Souto Maior. Para Guerra, os escândalos financeiros, que sacudiram empresas como a Enron, Worldcom e Tycon, desempenharam um papel didático ao mostrar a importância da boa gestão nas corporações.
Na sua avaliação, o mercado de capitais brasileiro passou por uma fase inovadora a partir de 2004, em virtude da nova Lei das S.A. e do papel assumido pela CVM que ganhou maior independência para atuar como “xerife” do mercado. “A governança, porém, não é apenas para quem tem ações negociadas em bolsa, pois as instituições de crédito hoje já classificam as empresas com base em suas práticas corporativas.”
A gerente de desenvolvimento de empresas da Bovespa, Wang Jiang Horng, informou que, de 2004 a abril deste ano, a média diária anual negociada na bolsa subiu de R$ 1,2 bi para 3,4 bilhões. “A Bolsa está cumprindo seu papel de ser uma fonte financiadora para as empresas.”
Já a representante do Ibracon, Ana Maria Elorrieta, observou que a ética está na base da governança corporativa, e os princípios básicos estão escorados na transparência, prestação de contas, equidade e responsabilidade corporativa. “E o trabalho do auditor envolve todos esses princípios.”
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Wang Jiang Horng é membro do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e participou do VI Encontro Nacional da Mulher Contabilista, realizado de 7 a 9 de junho de 2007, em Florianópolis, SC, onde apresentou a proposta do CPC às participantes do evento.
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(Fonte: Jornal VI Encontro Nacional da Mulher Contabilista, junho, 2007).