Com forte cunho didático, a exposição apresenta a raridade monetária brasileira em diversos aspectos, tais como antiguidade, emissão em quantidade reduzida, diferenças de materiais empregados na fabricação, entre outros. Curiosidades também não faltam. Uma delas diz respeito aos primeiros estímulos à inflação no Brasil, quando a Coroa Portuguesa aplicou carimbos nas moedas para aumentar seu valor e, assim, conseguir pagar suas dívidas.
A mostra apresenta também coleções valiosas, como uma família de cinco notas de "conto de réis", que esclarecem a expressão utilizada popularmente até hoje. Essas notas de alto valor facial e monetário se tornaram raríssimas devido à pouca quantidade emitida à época.
Também são expostas peças de extrema raridade, como o único exemplar localizado do “Patacão de 9”, como era conhecida a moeda de prata de 960 réis - equivalente a três patacas (320 réis) - criada em 1809.
O evento é também uma homenagem a Eugênio Vergara Caffarelli, um dos mais significativos pesquisadores da história do meio circulante brasileiro e falecido no ano passado, aos 97 anos. Caffarelli começou a se interessar pelo assunto em 1980 e aprofundou-se nos aspectos técnicos e legais do meio circulante brasileiro e da história monetária, tornando-se uma referência altamente respeitada no meio numismático brasileiro.
Sobre a exposição:
Raridades do Museu de Valores – Uma Homenagem a Eugênio Caffarelli. De 11 de julho a 29 de setembro. De terça a sexta, das 10h às 17h30; aos sábados, das 14h às 18h. Museu de Valores: Edifício-Sede do Banco Central, Brasília (SBS, Quadra 03, Bloco "B" , 1º subsolo)
Sobre o Museu:
Fundado em 31 de agosto de 1972, no prédio histórico situado na Av. Rio Branco, nº 30, onde havia funcionado a Caixa de Conversão, de Estabilização e de Amortização, no Rio de Janeiro, onde hoje está instalado o Departamento do Meio Circulante. Foi transferido para Brasília em 1981, com a conclusão do Ed. Sede do Branco Central, em amplo espaço projetado para exposições. Seu acervo é composto de cerca de 125.000 peças, brasileiras e estrangeiras, abrangendo dos mais antigos aos mais modernos meios de pagamento. Na sua criação, foram incorporados acervos pertencentes à extinta Caixa de Amortização, à Casa da Moeda do Brasil e à Reserva-Ouro Brasileira, passando a existir, posteriormente, a preocupação de selecionar e adquirir peças com o intuito de completar os conjuntos já existentes ou incluir peças de valor numismático relevante.
Brasília, 10 de julho de 2007
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