Notícia
03/11/2009

BC coloca em audiência minuta sobre solvência e estabilidade do SFN

Notícia sobre audiência pública de minuta do Banco Central sobre solvência e estabilidade do Sistema Financeiro Nacional.

Câmbio

Na semana passada, a decisão do Fed de manter o nível das taxas de juros básicas entre 
0% e 0,25% sinalizou ao mercado uma provável continuação de entrada de investimentos externos para os mercados emergentes ao longo das próximas semanas. No caso brasileiro, foram divulgados os números de outubro relativos ao movimento de câmbio, já com o impacto da determinação, pelo governo, da incidência de IOF sobre a entrada de recursos externos no segmento financeiro. Embora ainda não seja possível apontar uma tendência, os dados mostram uma redução da entrada de recursos, sem chegar a reverter de forma expressiva o saldo líquido do setor. Até a tarde do dia 6, a taxa de câmbio apresentava uma desvalorização da ordem de 1,43 % no período.

 

MOVIMENTO DE CÂMBIO (US$ milhões)
  Comercial Financeiro Saldo Total
Meses Exportação Importação Saldo Compra Venda Saldo
jan/09 10.261 9.729 532 18.397 21.947 -3.550 -3.018
fev/09 10.482 7.611 2.871 16.382 18.412 -2.030 841
mar/09 12.202 9.098 3.104 22.022 25.923 -3.901 -797
abr/09 13.801 8.884 4.917 21.267 24.754 -3.487 1.430
mai/09 1.239 10.838 1.551 27.538 25.955 1.583 3.134
jun/09 11.975 12.123 -148 34.999 33.776 1.223 1.076
jul/09 9.886 12.719 -2.833 33.881 29.778 4.103 1.270
ago/09 12.867 11.529 1.339 25.830 24.212 1.618 2.957
set/09 9.819 13.044 -3.225 32.186 27.597 4.590 1.365
Out/09 
(1º/10 - 19/10)
7.027 6.235 794 27.809 16.782 11.030 11.821
Out/09 
(20/10 - 30/10)
7.277 6.578 698 11.895 9.817 2.077 2.778

Fonte: Banco Central.

 

Títulos públicos

O IMA e seus subíndices apresentaram rentabilidade positiva no período (dados até o dia 5). O índice geral registrou variação de 0,19%, e o IRF-M, que reflete a carteira dos títulos prefixados marcados a mercado, de 0,30%. Entretanto, a mudança mais significativa foi a reversão da trajetória do IMA-B5+, que havia registrado performance negativa de 2,7% em outubro. Até o dia 5, este índice acumulava alta de 0,19% na semana, o que pode refletir uma revisão das expectativas dos juros reais de longo prazo pelos agentes nos últimos dias, em função da divulgação de indicadores de inflação e atividade nesse período, que apontaram a inexistência de pressões inflacionárias mais significativas.

Nesse sentido, na comparação com a semana anterior, a curva de expectativa de inflação embutida nos papéis prefixados mostrou uma redução de patamar que também se refletiu de maneira mais expressiva no fechamento da estrutura a termo das taxas de juros prefixados na parte longa da curva.

A hipótese de um cenário de menor inflação não só pode implicar uma mudança de percepção dos juros reais dos agentes para os títulos de maior duration como reforça a possibilidade de que a retomada do processo de elevação da taxa básica de juros seja postergada.