Brasília – O Banco Central divulga hoje o Relatório de Estabilidade Financeira (REF), referente ao segundo semestre de 2009. O REF é uma publicação semestral que descreve a evolução recente do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e apresenta os principais resultados da análise de sua resiliência a eventuais distúrbios que possam ocorrer na economia. Em razão da melhora no ambiente econômico do país, o semestre foi caracterizado pela gradativa reversão das medidas de estímulo adotadas pelo governo para fazer frente aos impactos da crise financeira internacional. Clique para acessar o Relatório.
Entre os principais eventos relacionados ao sistema bancário, vale destacar a expansão do crédito aos setores produtivos do país e a melhora na qualidade das carteiras de empréstimos dos bancos, em razão, sobretudo, da retomada da atividade econômica uma vez superados os principais problemas causados pela crise. Essa expansão ocorreu, de maneira mais expressiva, em modalidades de crédito de menor risco, com moderado crescimento do endividamento médio dos tomadores. Verifica-se também que o crescimento ocorreu sem acarretar concentração da carteira nos maiores tomadores de crédito.
A análise dos indicadores de capitalização e de liquidez demonstram que o sistema bancário detém capital e ativos líquidos suficientes para suportar o crescimento de seus negócios, principalmente as operações de crédito. Houve a incorporação de novos recursos e lucros ao capital dos bancos, reforçando ainda mais o indicador de capitalização do sistema.
A rentabilidade foi superior em quantidade e em qualidade à apurada em períodos anteriores, uma vez que decorreu preponderantemente do resultado das operações típicas dos bancos, havendo indicativos de que esse desempenho deverá repetir-se nos próximos exercícios.
Os testes de estresse demonstraram que o sistema bancário detém nível adequado de capital. Mesmo no cenário de estresse mais severo avaliado, o Índice de Basiléia chegaria a 15%, mantendo-se, portanto, acima do mínimo regulamentar de 11%.
As alterações normativas implementadas permitiram a continuidade das ações de longo prazo voltadas para concluir a harmonização da regulamentação brasileira aos padrões internacionais.
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