Notícia
15/07/2010

BC divulga Adendo Estatístico – 2008/2009 sobre a Indústria de Cartões de Pagamentos

Divulgação do Adendo Estatístico 2008/2009 com dados atualizados sobre a indústria de cartões de pagamento no Brasil.

Brasília - O Banco Central do Brasil, a Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça e a Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda divulgaram nesta quinta-feira (15/07) o Adendo Estatístico – 2008/2009, com a atualização das informações apresentadas no “Relatório sobre a Indústria de Cartões de Pagamentos”. O estudo inclui indicadores e análises sobre a estrutura, evolução e desempenho da indústria, inclusive no que diz respeito a fatos que ocorreram após a divulgação do Relatório. Clique para acessar o Adendo Estatístico 2008/2009.


No 4º trimestre de 2009, existiam 74,9 milhões de cartões de crédito e 57,7 milhões de cartões de débito em uso no Brasil. A partir do início de 2008, as taxas de crescimento da quantidade dos cartões de crédito apresentaram tendência de queda. Entre 2003 e 2007, o estoque de cartões de crédito ativos crescia a uma taxa média de 26,8% e, nos últimos dois anos, o ritmo de expansão se desacelerou para 6,1%.


No ano passado, foram feitas 5,1 bilhões de transações, sendo 2,8 bilhões com cartões de crédito e 2,3 bilhões com os de débito. Em relação a 2007, as transações com cartões de crédito apresentaram aumento de 28,7%, uma taxa de crescimento mais de duas vezes maior que a do incremento no número de cartões de crédito em uso no país. No mesmo período de tempo, o volume de transações com cartões de débito experimentou um aumento de 40,3%, percentual quatro vezes superior ao de elevação do total de cartões de débito ativos. Os números revelam um uso mais frequente dos dois instrumentos de pagamento. 


A concentração no mercado de emissão de cartões de crédito e de débito aumentou como reflexo, dentre outros fatores, das aquisições e incorporações dos bancos. O mercado de credenciamento para aceitação de cartões de crédito e de débito se manteve extremamente concentrado ao final de 2009.


Entre o fim de 2007 e o final do ano passado, a tarifa de intercâmbio média (tarifa que o credenciador do lojista paga para o banco emissor do cartão) dos cartões de crédito manteve a tendência de crescimento já observada em anos anteriores e variou de 1,43% para 1,54%. A elevação dessa tarifa pode ter sido provocada pelo crescimento das transações com pagamento parcelado, mais transações e maior número médio de parcelas, e pelo incremento nas transações com cartões "Premium" (categoria de cartão com mais benefícios ao portador). A taxa média de desconto (taxa cobrada dos lojistas) das transações com cartões de crédito oscilou, no mesmo período, de 2,95% para 2,98%. O aumento de transações com pagamento parcelado pode ter sido a causa da oscilação captada no Adendo Estatístico.


Nas transações com cartões de débito, a tarifa média de intercâmbio permaneceu estável em cerca de 0,8% entre o final de 2007 e o fim do ano passado. A taxa média de desconto dos cartões de débito também não sofreu alteração e manteve-se em torno de 1,6%, praticamente o dobro da tarifa de intercâmbio.


Nos últimos dois anos, o lucro dos credenciadores de cartões apresentou crescimento médio de 25,9%, mantendo a tendência de elevação verificada em 2007.  Com a alta, a divisão do lucro da indústria, entre emissores e credenciadores, apresentou alteração, tendo a participação dos credenciadores  elevado-se dos 32,9% de 2007 para 49%. Isso pode ser reflexo da crise financeira internacional de 2008, pois o aumento da  inadimplência afeta a lucratividade dos emissores.


O Adendo traz também uma síntese dos fatos recentes ocorridos após a divulgação do Relatório em 2009, destacando a abertura do credenciamento e o início da interoperabilidade dos terminais de POS (máquinas de captura das transações com cartões de pagamento).


Brasília, 15 de julho de 2010

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