O cenário de alta dos juros e a forte volatilidade no mercado financeiro reforçaram estratégias conservadoras dos investidores no decorrer de maio. Segundo o Boletim ANBIMA de Fundos de Investimento, a indústria voltou a registrar captação líquida, de R$ 9,5 bilhões, isolando março como o único mês com registro de resgate líquido em 2015 e contribuindo para o acumulado de R$ 22,2 bilhões nos primeiros cinco meses do ano.
As captações líquidas até maio deste ano concentram-se nas categorias Curto Prazo, Referenciados DI e Previdência. Este último focado, em sua maioria, nas aplicações em fundos que buscam retorno por meio de investimentos em ativos de renda fixa.
“Em momentos de incertezas macroeconômicas, os investidores se apegam a produtos que oferecem menos risco, liquidez e um retorno indexado a taxa de juros. A perspectiva para a indústria, no entanto, é positiva, com aumento da captação para o segundo semestre”, afirma Carlos Massaru, vice-presidente da ANBIMA.
Já os destaques de rentabilidade foram os tipos Multimercado Macro e Multiestratégia, com altas de 2,52% e 2,47%, respectivamente, puxados, pela forte valorização do dólar no período. Isso porque suas carteiras são atreladas ao câmbio e/ou ativos no exterior. Na categoria Renda Fixa, o de melhor performance foi o do tipo Renda Fixa Índices, com 1,65% no mês, refletindo a variação da família do IMA no período, principalmente do IMA-B, com alta de 2,57% em maio.