O prazo médio das debêntures chegou a 2,7 anos em janeiro, o menor resultado registrado desde 2010, segundo o
Boletim ANBIMA de Mercado de Capitais. A oferta de valores mobiliários por companhias brasileiras em janeiro de 2016 ficou concentrada no segmento doméstico de renda fixa e de títulos de securitização, com volume bem abaixo da média dos últimos cinco anos.
No mês, as captações com títulos de dívida foram de apenas R$ 2,8 bilhões, comparadas à média de R$ 5,6 bilhões observada nos meses de janeiro de 2011 a 2015. Entre as ofertas, destacaram-se as debêntures, com quatro operações que alcançaram R$ 2,5 bilhões.
A despeito da continuidade do ritmo lento de operações, observado em todo o ano de 2015, o número de ofertas em análise na ANBIMA e na CVM sinaliza uma melhora de cenário. Permanecem na fila de operações (não interrompidas) duas ofertas de ações e duas ofertas de debêntures. A Concessionária do Sistema Anhanguera – Bandeirantes pretende captar R$ 930 milhões com debêntures e há a previsão de uma oferta da Santander Leasing, com volume de R$ 20 bilhões. Entre os produtos estruturados, estão em análise 16 ofertas de CRIs, que somam R$ 2,2 bilhões, e duas ofertas de FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), com volume de R$ 225 milhões.
Foi realizada apenas uma oferta de nota promissória em janeiro, de R$ 210 milhões, assim como apenas uma operação de CRI (Certificado de Recebível Imobiliário) com volume de R$ 110,5 milhões. Embora tenham sido realizadas quatro emissões de FIDCs, os volumes não foram expressivos e somaram apenas R$ 24 milhões.
O baixo dinamismo das captações ainda reflete o cenário econômico adverso que marcou todo o ano de 2015. As ofertas de ações estão suspensas desde outubro de 2015 e as captações internacionais, desde junho de 2015.