Somente por meio de um debate aberto e democrático conseguiremos construir uma agenda de reformas estruturais que permita a retomada do crescimento
sustentável em nosso país.
Acreditamos que essa agenda passa necessariamente pela reavaliação do papel do Estado na economia e pelo aumento da participação da iniciativa privada em
diversos setores.
Esse movimento deverá ocorrer com ampla transparência, respeitar os mais elevados padrões éticos e buscar estabelecer parâmetros operacionais e de eficiência,
abrindo caminho para ganhos de produtividade e aumento do emprego e da renda.
- ajuste fiscal e reforma tributária que restabeleçam a confiança na gestão das finanças públicas e o controle da inflação, cruciais para vencermos a recessão atual;
- reforma previdenciária que, no longo prazo, contribua para a sustentabilidade orçamentária do nosso sistema de seguridade social;
- estímulo à gestão profissional e moderna da poupança voluntária e compulsória de longo prazo dos brasileiros;
- independência e fortalecimento das agências reguladoras;
- parâmetros objetivos e confiáveis que estimulem investimentos locais e estrangeiros em infraestrutura.
Mais que um fim, essa agenda é um meio para voltarmos a crescer e assegurarmos a consolidação de conquistas sociais importantes para um país em desenvolvimento como o nosso.
Não temos dúvidas de que o mercado de capitais será peça fundamental nesse processo. Apoiaremos, defenderemos e nos envolveremos ativamente na discussão
e execução das iniciativas que apontarem nessa direção.
Confiamos na solidez da nossa democracia, nas nossas instituições e na força que os brasileiros mostram em momentos difíceis.
Confiamos que, unidos, venceremos a crise e construiremos os alicerces para um Brasil melhor com o qual todos sonhamos.