O volume de financiamentos de projetos de longo prazo dobrou em 2015, passando de R$ 8,4 bilhões para R$ 17,7 bilhões. A fonte dos recursos foi majoritariamente o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), com 73,1% de participação. Somente 3,8% foi via mercado de capitais – a menor participação desde 2012. Os dados fazem parte do nosso
Boletim ANBIMA de Financiamento de Projetos divulgado nesta semana.
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No setor de energia, o financiamento via mercado de capitais respondeu por apenas 5,8% do total do endividamento, com participação ainda menor nos setores de transporte e logística (2,3%) e de saneamento (1,4%).
Em 2014, foram realizadas 103 concessões, no volume de R$ 63,8 bilhões, enquanto em 2015 foram 141 operações, porém com um volume menor, de R$ 38,7 bilhões.
No ano, foram financiados 37 projetos, sendo energia, transporte e logística e saneamento os grandes destaques em número de projetos. Em relação ao volume, dois projetos se destacaram: Porto do Açu, com financiamentos de R$ 2,8 bilhões, e Sistema de Produção de Água São Lourenço, com dívida de R$ 2,4 bilhões.
Perfil dos projetos
O perfil dos projetos financiados, quanto aos setores de atividade, manteve-se inalterado em relação a 2014. O destaque continua sendo o setor de energia, que respondeu por 52,4% do volume de projetos e por 78,4% do número de operações, seguido dos setores de transporte e logística e de saneamento. Dentro do setor de energia, os financiamentos permanecem focados no segmento de energia eólica, que concentrou 76,7% do volume dos financiamentos e 72,5% do número de projetos do setor.
No que diz respeito às fontes de financiamento dos projetos, mereceu destaque o crescimento da participação relativa do BNDES Direto, que passou de 49,3% para 55,7% dos recursos, e do BNDES Repasse, de 7,7% para 17,4% do total, entre os anos de 2014 e 2015.
Em 2015, houve também o uso de fundos de poupança compulsória (FGTS), que representaram 13,3% do total de recursos no ano, os quais foram direcionados exclusivamente para o financiamento de projetos de saneamento.
Os setores de energia e de transporte e logística também lideraram os investimentos em concessões, com destaques para alguns projetos vultosos, como a Segunda Linha de Transmissão de Belo Monte, com volume de R$ 7 bilhões; a PPP do Contorno Metropolitano Norte de Belo Horizonte, com volume de R$ 5,6 bilhões; e a Usina Termelétrica Novo Tempo, de R$ 3 bilhões.