O Banco Central exibirá ao público, neste sábado, dia 4/6, o painel “Descobrimento do Brasil”, de Candido Portinari, no Salão Nobre de Reuniões. A Galeria de Arte e o Museu de Valores também estarão abertos, cumprindo o calendário de visitação todo primeiro sábado do mês.
No Museu de Valores, a novidade é a exposição “O Museu de Valores e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016”. A mostra, inaugurada no dia 17 de maio, apresenta mascotes, moedas e selos comemorativos alusivos aos Jogos Olímpicos, e fica em exibição até 3 de setembro. Na Galeria de Arte, a exposição “A Persistência da Memória” exibe o quinto módulo da sequência, chamado Da Multiplicidade de Formas e Conceitos, que fica em exibição até julho.
O módulo apresenta a nova configuração global a partir dos anos 1980, com a queda do muro de Berlim, a redemocratização nos países da América Latina, o Fundo Monetário Internacional e o neoliberalismo. O foco das obras está nas 25 serigrafias da coleção Ecoarte, lançada por ocasião da Rio 92, em diálogo com obras modernistas do acervo.
A Galeria de Arte e o Museu de Valores também abrem de terça a sexta-feira, das 10 horas às 18 horas. No primeiro sábado de cada mês, das 14 horas às 18 horas. A entrada é gratuita.
Seis módulos
Inaugurada em junho de 2014, a exposição “A Persistência da Memória” conta a trajetória do acervo artístico do Museu de Valores desde a chegada das obras à instituição, reafirmando o compromisso do Banco Central com a preservação e divulgação do patrimônio cultural do povo brasileiro. A mostra foi dividida em seis módulos curatoriais com duração de cerca de quatro meses cada.
Grande parte das obras está exibida em um ambiente de reserva técnica, o espaço físico destinado ao armazenamento seguro do acervo quando as peças não estão em exibição. As salas Cenas Brasileiras e Bandeira do Brasil também fazem parte da exposição, simbolizando os dois principais períodos de aquisição do acervo.
Os seis módulos curatoriais – Brasil Brasileiro, Entre a Figuração e a Abstração, O Poder da Arte, Anos Rebeldes, Da Multiplicidade de Formas e Conceitos e A Persistência da Memória – foram concebidos para abordar diferentes pontos da coleção, narrando as influências do cenário político, econômico e cultural do século XX.
Brasil Brasileiro, o primeiro módulo da exposição, apresentou um panorama das artes no Brasil entre a Semana de Arte Moderna de 1922 e a segunda guerra mundial, tratando da busca dos artistas da época em criar uma arte essencialmente brasileira e estabelecer uma identidade nacional. Entre a Figuração e a Abstração apresentou as variantes da abstração no Brasil e sua tensa relação com o figurativismo, acirrada a partir dos anos 1950.
O módulo O Poder da Arte tratou do panorama das artes no Brasil entre o pós-guerra e o período do milagre econômico, apresentado sob a ótica das instituições de arte que se estabeleceram nesse período.
Anos Rebeldes tratou do panorama político, econômico e cultural dos anos 1970, englobando a crise do petróleo, os movimentos de contracultura, a guerra do Vietnã, o final do milagre econômico, o tropicalismo, a crise bancária e a relação com a recepção de obras de arte pelo Banco Central. Obras dos artistas Aldemir Martins, Guilherme de Faria, Ivan Freitas, Babinski, Grassmann, entre outros, fizeram parte deste módulo.
O módulo A Persistência da Memória, com mesmo nome da mostra, fecha a exposição, trazendo os fundamentos do movimento surrealista, identificando o surreal e o onírico na coleção e fazendo uma comparação entre o surrealismo no mundo e no Brasil.
Evento: Exibição do painel “Descobrimento do Brasil”, de Candido Portinari, exposição “O Museu de Valores e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016” e mostra “A Persistência da Memória” na Galeria de Arte.
Local: Salão Nobre de Reuniões, Galeria de Arte e Museu de Valores, no Edifício-Sede do Banco Central em Brasília.
Horário de funcionamento: Dia 4/6, sábado, das 14h às 18h, sendo o último acesso até 30 minutos antes do horário de fechamento. A Galeria de Arte e o Museu de Valores também abrem ao público de terça a sexta, das 10h às 18h, com acesso permitido até 17h30.
Acesso: O visitante precisa apresentar documento com foto para ter acesso à exposição, exceto menores acompanhados. Entrada gratuita.
Brasília, 31 de maio de 2016
Banco Central do Brasil
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