As captações as captações no mercado externo somaram US$ 8,3 bilhões de janeiro a maio deste ano. O resultado é superior ao ofertado durante todo o ano de 2015, que foi de US$ 8,1 bilhões. Os dados são do
Boletim de Mercado de Capitais, que divulgamos nesta quarta-feira, 8.
As ofertas foram capitaneadas pelo Tesouro Nacional, que em março movimentou US$ 1,5 bilhão, e pela Petrobras, com US$ 6,8 bilhões no mês de maio.
“A emissão da Petrobras neste momento favorece a abertura de captações de companhias no mercado externo à medida que o cenário macroeconômico se torne mais previsível”, explica Enilce Melo, nossa gerente de estudos econômicos.
No mercado doméstico, as captações se concentraram no mercado de renda fixa, com R$ 5,6 bilhões, permanecendo no resultado mais baixo em seis anos. As captações de CRI (Certificado de Recebíveis Agrícolas) responderam pela maioria das operações, com um volume de R$ 3,6 bilhões.
Em maio também foram realizadas cinco operações com debêntures, que somaram R$ 1,3 bilhão, seis emissões de notas promissórias, que chegaram a R$ 430 milhões, e três ofertas de FIDCs, com volume total de R$ 290 milhões.
No ano
Apesar da leve melhora no volume das captações em maio, no ano as ofertas corporativas no mercado local somam apenas R$ 22,7 bilhões, uma retração de 59,1% em comparação às operações realizadas no mesmo período do ano anterior.
Em 2016, as captações corporativas têm sido lideradas pelas debêntures, com participação de 49,2% do total, seguidas dos CRIs, com peso de 19,6% – resultado influenciado pela expressiva operação da Cibrasec – e das ações, com percentual de 15,4% das captações no ano.