A indústria de fundos acumula ingresso líquido de R$ 73,6 bilhões no ano, o maior resultado para o período desde 2013, quando alcançou R$ 85,2 bilhões. Segundo o Boletim ANBIMA de Fundos de Investimento, mesmo que, no último trimestre, o segmento venha a registrar resgate líquido em valor próximo à média observada nesse período nos últimos três anos, de R$ 22,3 bilhões, a captação líquida acumulada neste ano deverá superar os resultados registrados nos últimos dois.
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Os fundos de renda fixa puxaram essa alta, com resultado de R$ 31,2 bilhões entre janeiro e setembro deste ano, seguidos pelos fundos de previdência, com R$ 28,6 bilhões, e os fundos multimercados, com R$ 10,4 bilhões.
“O segmento de fundos mantém uma captação expressiva, centralizada nos fundos de renda fixa, com um perfil conservador. O resultado ainda é reflexo das taxas de juros e do grau de incerteza macroeconômico, mas já vemos uma movimentação do investidor para produtos mais arrojados, como fundos de ações e multimercados, à medida que o cenário macroeconômico está mais definido”, afirma Carlos Ambrósio, nosso vice-presidente.