Reunimos a imprensa nesta quarta-feira (7) para divulgar o balanço de 2016 dos segmentos de fundos e mercado de capitais. Nosso vice-presidente Carlos Ambrósio e o diretor José Eduardo Laloni analisaram os dados consolidados até novembro e comentaram as tendências para cada uma dos setores.
Fundos de investimento
A indústria de fundos retomou avanço na captação líquida e registrou R$ 89,7 bilhões até novembro, contra R$ 7 bilhões no mesmo período de 2015, com recuperação em relação aos últimos três anos. Ainda que em um cenário macroeconômico adverso, o patrimônio líquido dos fundos alcançou R$ 3,4 trilhões ao final do mesmo mês.
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A categoria de renda fixa liderou as captações no período. O patrimônio líquido destes fundos cresceu e alcançou R$ 39,2 bilhões entre janeiro e novembro, seguidos pelos fundos de previdência, que registraram recorde histórico pelo segundo ano consecutivo, com captação líquida de R$ 38 bilhões no mesmo período. “O ambiente instável estimula a demanda por produtos conservadores. No caso da previdência, temos ainda as incertezas em relação à reforma do sistema público, o que intensifica a procura dos clientes pela previdência privada. Esta é uma tendência já observada em outros países, como México e Chile”, afirmou Carlos Ambrósio. Os fundos multimercados reverteram o desempenho negativo do ano passado, quando foram resgatados R$ 28,8 milhões, e apresentaram captação de R$ 11,4 em onze meses de 2016.
Mercado de capitais
As captações externas lideram o crescimento em 2016. O volume de operações no mercado de capitais brasileiro atingiu R$ 78,9 bilhões até novembro (desconsiderando as ofertas de debêntures leasing), com queda de 31,9% em relação ao total registrado ano passado. No período, apenas as captações externas tiveram destaque: somaram R$ 69,1 bilhões em onze meses de 2016, contra R$ 23,7 bilhões no acumulado de 2015.
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No mercado doméstico, o volume de operações corporativas é o mais baixo dos últimos sete anos e foi impactado pelo desempenho negativo das captações com ações, que caíram 52,2% de janeiro a novembro de 2016 em relação ao mesmo período do ano passado, e das ofertas de títulos de renda fixa, cuja retração foi de 17,2% na mesma base de comparação (excluindo as ofertas de debêntures leasing). “Ainda que a bolsa tenha apresentado melhora ao longo de 2016, a captação no mercado de renda variável não acompanhou este movimento, como reflexo das incertezas do cenário político-econômico”, afirmou Laloni. Entre os instrumentos de renda fixa e de securitização, as notas promissórias, os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) e as debêntures recuaram 35,2%, 33,5% e 22,3%, respectivamente.
Em relação às emissões de debêntures enquadradas na Lei 12.431, com direcionamento dos investimentos à infraestrutura, foi registrada queda de 58,7% do volume até novembro, na comparação com o ano de 2015, atingindo R$ 2,6 bilhões. Concentradas no setor elétrico, foram realizadas 12 ofertas no período. “Com a tendência de que os juros continuem caindo, a expectativa é que haja um fluxo maior de operações de longo prazo a partir do segundo semestre de 2017, contribuindo assim para o estímulo ao mercado de debêntures de infraestrutura”, conclui Laloni.