Passamos a divulgar a partir deste mês as captações com CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) em nosso Boletim de Mercado de Capitais. “Decidimos pela incorporação destes dados ao boletim em função do crescimento vigoroso que o CRA registrou no ano e o seu potencial como instrumento relevante de financiamento para as empresas”, diz o gerente de Base de Dados e Informações, Hudson Bessa. Somente neste mês, o volume do CRA foi de R$ 315 milhões, somando R$ 6,716 bilhões em 2016.
No consolidado até novembro deste ano, o volume das operações corporativas (sem as captações com debêntures de leasing) com valores mobiliários distribuídos no mercado local alcançou R$ 78,9 bilhões. O número é o mais baixo dos últimos sete anos, com queda de 23,4% em relação ao mesmo período de 2015. Para este resultado, contribuiu o desempenho negativo das captações com ações, com baixa de 52,2% no período, e das notas promissórias, com recuo de 35,2% na mesma base de comparação.
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Como esperado, em novembro, não houve ofertas no mercado internacional. A volatilidade observada no mercado externo de juros e de moeda, pós eleições norte‐americanas, freou as operações das companhias brasileiras, que vinham apresentando uma retomada ao longo de 2016. No ano, as operações já chegam a US$ 20,3 bilhões, um crescimento de 151,3% em comparação a 2015.