
“Um retrospecto dos 40 anos da CVM revela muito da história do Brasil e, é claro, do próprio mercado de capitais. Foram incontáveis avanços, promovidos por homens e mulheres que ousaram, que perseveraram. Eles tiveram a coragem de tomar iniciativas muitas vezes pioneiras e, por vezes, polêmicas, que viriam a render frutos tempos depois”. A declaração foi feita pelo nosso presidente, Robert van Dijk, durante cerimônia em comemoração aos 40 anos da CVM, realizada na quarta-feira (7).
Ele destacou as conquistas do órgão ao longo destes anos que tanto contribuíram para sedimentar as bases do mercado de capitais e permitiram que ele se desenvolvesse. Robert também ressaltou que ainda há muito a fazer, como o enquadramento regulatório das inovações tecnológicas sem inibir a inovação. “Nestes 40 anos, a CVM sempre esteve à altura dos desafios e temos certeza que, mais uma vez, assim será”, disse.
A celebração dos 40 anos da CVM teve o lançamento do livro “A história da CVM pelo olhar de seus ex-presidentes”, que contou com o nosso patrocínio, ao lado da BM&FBovespa. A narrativa, escrita pelo jornalista George Vidor, foi construída a partir de depoimentos daqueles que comandaram o órgão regulador nestas quatro décadas. A história da CVM está dividida em duas partes: os primeiros vinte anos, que foram a fase de implantação e afirmação da autarquia; e a segunda fase, de consolidação e evolução, acompanhando as transformações pelas quais o país passou nos campos político, institucional e econômico.
Alguns dos ex-presidentes da CVM integraram o painel que se propôs a olhar para o futuro da autarquia. Estavam lá Thomas Tosta de Sá (presidente entre 1993-1995); Francisco da Costa e Silva (1995-2000); José Luiz Osorio de Almeida Filho (2000-2002); Luiz Leonardo Cantidiano (2002-2004); e Maria Helena dos Santos Santana (2007-2012). Eles também olharam para o passado, contando suas trajetórias, bem como as crises superadas nas suas gestões e casos emblemáticos.
A comemoração pelo aniversário da CVM contou com uma programação variada, a começar pelo Fintech Day, na segunda-feira, 5, que debateu as inovações tecnológicas e o mercado financeiro e de capitais. Nosso superintendente-geral, José Doherty, mediou painel sobre impacto das tecnologias financeiras no mercado de capitais.
Na quarta-feira, começou um seminário sobre ciências comportamentais e educação do investidor, no qual Ana Leoni, nossa superintendente de Educação, participou de um painel sobre formas alternativas para promover a educação financeira para diferentes perfis de investidores. Ela abordou como a publicidade pode contribuir para o processo decisório de investimento.