Notícia
06/02/2017

Cooperações internacionais fomentam troca de experiências e fortalecem inserção internacional do BC

Destaca a importância das cooperações internacionais para troca de experiências e fortalecimento da inserção internacional do Banco Central.

​As cooperações internacionais têm se consolidado no BC como um mecanismo importante para a troca de experiências e tecnologias. Em 2016, de 37 demandas de cooperação recebidas de todo o Banco pelo Departamento de Assuntos Internacionais, 23 resultaram em cooperações técnicas internacionais (CTI) bem-sucedidas, focadas em supervisão bancária e financeira, gerenciamento do meio circulante, sistema de pagamentos, estatísticas e indicadores macroeconômicos, estabilidade financeira e governança e relacionamento institucional.

"A ideia é que o relacionamento entre as instituições e os temas técnicos sejam desenvolvidos numa dinâmica mais horizontal . Precisamos privilegiar as iniciativas que fujam do padrão tradicional no qual  uma parte é percebida ensinando e a outra aprendendo. Quando acontece uma cooperação entre pares, os dois atores saem ganhando. Há a construção de uma agenda comum, baseada no mútuo interesse, e de uma rede de relacionamento entre especialistas, o que contribui para o fortalecimento da inserção internacional”, destacou Pedro Costa, chefe da equipe responsável pelas cooperações técnicas internacionais do BC.

Entre as instituições com as quais o BC mantém atividades de CTI destacam-se o Banco de Portugal, o Banco Central Europeu (BCE), o Deutsche Bundesbank e o fórum dos Bancos Centrais de Países de Língua Portuguesa. Segundo Pedro Costa, a parceria com o Bundesbank e Banco Central Europeu (BCE), por exemplo, ganhou força após a assinatura dememorandos de entendimento.

"O relacionamento do BC com essas instituições vem se estruturando e já começam a surgir várias parcerias, a exemplo das oito ações realizadas com o Bundesbank ao longo de 2016. Com o BCE foram desenvolvidas três grandes ações, iniciativas que resultaram na realização do seminário para o compartilhamento de conhecimentos e técnicas entre especialistas do BCB e BCE para análise da estabilidade financeira, em Brasília, e a missão a Frankfurt para troca de experiências em análise de modelos de negócios, que incluiu agenda tanto no Bundesbank quanto no BCE", avalia.

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Os Bancos Centrais de Países de Língua Portuguesa também vêm estreitando suas relações com o BC.  Juntamente com o Banco de Portugal, eles têm promovido reuniões técnicas de diversos grupos temáticos, nos quais o Brasil tem participado com bastante frequência. O último encontro temático em Sistemas de Pagamentos aconteceu em Brasília e foi coordenado pelo Deban.

"Nas discussões são revelados contextos, percepções e soluções diferentes, o que acaba enriquecendo essa troca. Estamos trabalhando no sentido de criar caminhos institucionais para atender cada vez mais e melhor as demandas por cooperação técnica e para estreitar o diálogo entre unidades do BC e as áreas correspondentes de outros bancos centrais", avalia Pedro Costa.

Ele ressalta que uma das melhores formas de aprofundar os relacionamentos e tirar o máximo de proveito das cooperações é por meio da realização de intercâmbios entre servidores. "A oportunidade de conhecer a fundo o trabalho realizado em outros Bancos Centrais é facilitada quando o servidor tem a chance de passar um período desenvolvendo atividades in loco para melhor compreender como pensam, se organizam e como são desenvolvidas as melhores práticas".

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