Notícia
05/04/2017

Em audiência nessa terça-feira na CAE, Ilan Goldfajn afirma que “a política monetária contribuirá para retomada econômica”

Ilan Goldfajn afirma que a política monetária do Banco Central contribuirá para a retomada econômica do Brasil.

As medidas adotadas pelo Banco Central para controlar a inflação e assegurar o poder de compra da moeda vão contribuir para o reaquecimento da economia brasileira. A avaliação é do presidente do BC, Ilan Goldfajn, que destacou nessa terça-feira (4) que a recuperação sustentada da economia requer a continuidade dos ajustes e reformas que estão em curso no país, como as reformas macroeconômicas, em especial as fiscais. “A ênfase deve ser na aprovação das mudanças estruturais capazes de criar as condições para a melhora da dinâmica da economia no longo prazo, como é o caso da reforma da Previdência”, disse. “Só assim teremos crescimento econômico sustentável, continuidade da queda das taxas de juros estruturais da economia e inflação baixa e estável”, complementou o presidente do BC durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal.

De acordo com Ilan, a redução da taxa básica de juros (Selic) contribuirá para a retomada do crescimento econômico do país, isso porque o BC continuará a “trabalhar com persistência e serenidade. E estamos certos de que, em complementação a outros esforços do governo, a flexibilização da política monetária contribuirá para a retomada do crescimento”, afirmou. “Quanto mais perseverarmos nas reformas e ajustes, mais rápida será a recuperação econômica, com geração de emprego e renda para os brasileiros”.

Para além das medidas fiscais, o presidente do Banco Central ressaltou que são necessárias reformas microeconômicas relacionadas a ganhos de eficiência, flexibilização da economia e melhora do ambiente de negócios. Conforme explicou Ilan, o BC também tem um papel importante nesse sentido, relacionado à solidez e à eficiência do sistema financeiro e ao custo do crédito.

“Também é importante a realização de investimentos em infraestrutura, por meio de concessões e de outros mecanismos. O investimento em infraestrutura tem papel relevante na busca por maior produtividade. Esses investimentos têm efeito multiplicador porque, ao reduzirem custos e riscos das atividades produtivas, aumentam o retorno esperado e tornam novos projetos mais atrativos”, frisou o presidente do BC.

Spread
Ilan também destacou as medidas adotadas pelo Banco Central no escopo da Agenda BC+ para a redução sustentável do spread bancário, fundamentais para tornar o crédito mais barato no Brasil. Entre elas estão o incentivo à adimplência e à agregação de garantias, a diminuição dos custos administrativos, o aumento da concorrência no Sistema Financeiro Nacional e a diminuição dos subsídios cruzados.  

“Alguns exemplos recentes dessas medidas são: a implementação de critérios de segmentação e proporcionalidade da regulação prudencial, o que aumenta a concorrência. A simplificação das regras  do  compulsório, com o objetivo de reduzir custos de observância. Para melhorar as garantias do sistema, está em fase de consulta pública a regulamentação da Letra Imobiliária Garantida, versão brasileira dos covered bonds, que será mais um instrumento de captação de recursos voltados para projetos de longo prazo no mercado imobiliário”, explicou.  

O presidente do BC também observou que a recém anunciada modernização da remuneração do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), criando a Taxa de Longo Prazo (TLP), resultará na ampliação da previsibilidade e segurança dos contratos, “permitindo ao BNDES reforçar sua atuação de forma integrada ao mercado de capitais, o fomento ao financiamento privado de longo prazo, e a contribuição  para o equilíbrio fiscal, reduzindo subsídios do Tesouro ao BNDES.”

Clique para ler a íntegra do discurso do presidente do BC na Comissão de Assuntos Econômicos.