O trabalho vem sendo realizado em parceria com o Laboratório de Inovação em Governo (G.NOVA), da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), e, na avaliação dos servidores do BC, resultou na mudança de paradigmas. “Nós conseguimos encontrar formas concretas de atuar com ações que vão além do tradicional”, afirma Bárbara Erbisti, do BC. Uma ideia que surgiu com auxílio do Design Thinking foi a realização de um concurso para fomentar o desenvolvimento de aplicativos de poupança coletiva, focados principalmente na população de baixa renda.
“Fizemos mais de 60 entrevistas em centros comerciais e terminais rodoviários de Brasília e de São Paulo e ficou claro algo que já desconfiávamos: quando enfrenta uma adversidade financeira, o cidadão de baixa renda aciona primeiro uma rede informal de suporte, formada por familiares, amigos e vizinhos, antes de buscar crédito junto a uma instituição financeira”, conta Bárbara. “Seria interessante, então, criar ferramentas, como um aplicativo, que organizasse essa rede”, complementa.
Hábito de poupar é prioridade
| “Definir com clareza o problema a ser atacado é uma etapa fundamental no Design Thinking. É preciso evitar questões muito abstratas e se concentrar em conhecer a fundo o problema para o qual se está buscando soluções”, afirma Andréa Andrade, coordenadora do G.NOVA. Andréa esteve na semana passada na Sede do Banco Central, em Brasília, para falar sobre como a ferramenta pode ser utilizada por diferentes equipes para otimizar resultados. “Quando a gente fala em inovação, logo vem à mente a ideia de um produto super tecnológico e moderno, mas inovação não é apenas isso. O Design Thinking pode ser utilizado nos mais diferentes campos de conhecimento”, ressalta a especialista. Saiba mais sobre o Laboratório de Inovação em Governo. | |
A palestra com a coordenadora do G.NOVA integrou a programação da 4ª Semana Nacional de Educação Financeira, que promoveu mais de 2 mil ações em todo o Brasil.