Notícia
16/05/2017

Servidores do BC usam Design Thinking para repensar promoção de cidadania financeira no país

Servidores do Banco Central utilizam Design Thinking para inovar na promoção da cidadania financeira no Brasil.

O Design Thinking é uma metodologia para solução de problemas que propõe a adoção de processos semelhantes aos usados por um designer para desenvolver um produto novo. A metodologia está sendo utilizada no BC desde o final do ano passado para potencializar a promoção da cidadania financeira no país.

O trabalho vem sendo realizado em parceria com o Laboratório de Inovação em Governo (G.NOVA), da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), e, na avaliação dos servidores do BC, resultou na mudança de paradigmas. “Nós conseguimos encontrar formas concretas de atuar com ações que vão além do tradicional”, afirma Bárbara Erbisti, do BC. Uma ideia que surgiu com auxílio do Design Thinking foi a realização de um concurso para fomentar o desenvolvimento de aplicativos de poupança coletiva, focados principalmente na população de baixa renda.

“Fizemos mais de 60 entrevistas em centros comerciais e terminais rodoviários de Brasília e de São Paulo e ficou claro algo que já desconfiávamos: quando enfrenta uma adversidade financeira, o cidadão de baixa renda aciona primeiro uma rede informal de suporte, formada por familiares, amigos e vizinhos, antes de buscar crédito junto a uma instituição financeira”, conta Bárbara. “Seria interessante, então, criar ferramentas, como um aplicativo, que organizasse essa rede”, complementa.

Hábito de poupar é prioridade
No caso do Departamento de Promoção da Cidadania Financeira, delimitar o problema a ser atacado não foi tarefa fácil. Diferentes tipos de públicos, as dimensões continentais do Brasil, limitações de recursos e diferenças culturais são algumas das dificuldades. Após meses de avaliação, ficou definido que a parceria desenvolvida com o G.NOVA focaria no fato de que o brasileiro poupa pouco ou quase nada do que ganha.

​“Definir com clareza o problema a ser atacado é uma etapa fundamental no Design Thinking. É preciso evitar questões muito abstratas e se concentrar em conhecer a fundo o problema para o qual se está buscando soluções”, afirma Andréa Andrade, coordenadora do G.NOVA. Andréa esteve na semana passada na Sede do Banco Central, em Brasília, para falar sobre como a ferramenta pode ser utilizada por diferentes equipes para otimizar resultados. 

“Quando a gente fala em inovação, logo vem à mente a ideia de um produto super tecnológico e moderno, mas inovação não é apenas isso. O Design Thinking pode ser utilizado nos mais diferentes campos de conhecimento”, ressalta a especialista. Saiba mais sobre o Laboratório de Inovação em Governo.

A palestra com a coordenadora do G.NOVA integrou a programação da 4ª Semana Nacional de Educação Financeira, que promoveu mais de 2 mil ações em todo o Brasil.