O montante depositado em junho nas cadernetas de poupança superou em R$ 6,08 bilhões os recursos sacados. O valor líquido captado é expressivo se comparado tanto aos meses anteriores de 2017 – em maio, por exemplo, houve captação positiva de R$ 292,5 milhões – quanto a junho de 2016, quando houve captação líquida negativa de R$ 3,7 bilhões. O estoque ao final do período é de R$ 675 bilhões, ante R$ 665 bilhões em maio deste ano. Os números podem ser conferidos no Relatório de Poupança, divulgado pelo Banco Central na quinta-feira (6).
Gilneu Vivan, chefe do Departamento de Monitoramento do Sistema Financeiro, explica que a liberação das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) influenciou positivamente o valor captado pela poupança.
“A liberação dos saldos de FGTS explica parte dessa captação líquida. Mas é relevante que o número de instituições com captação líquida positiva tenha aumentado: foram 15 em junho. Em maio, eram sete. E, em abril, seis”, afirma, ressaltando que 19 instituições financeiras têm captação relevante de caderneta de poupança.
Esse aumento de instituições com captação líquida positiva, segundo ele, confirma que as liberações do FGTS, que já ocorrem desde o início do ano, não foram o único motivo para o resultado.
De acordo com o Relatório, os depósitos em poupança somaram R$ 174,5 bilhões em junho. As retiradas, R$ 168,4 bilhões. O rendimento acumulado no mês foi de R$ 3,75 bilhões.
O Relatório de Poupança é divulgado todo quarto dia útil do mês. No entanto, é possível conferir diariamente os dados relativos à poupança no site do Banco Central.
