No dia 26, o Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, reduziu a taxa Selic em 1 ponto percentual, de 10,25% para 9,25%. Segundo o nosso Comitê de Acompanhamento Macroeconômico, essa queda deve continuar até o final do ano, quando os juros estarão a 8%.
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“No curto e médio prazos, acreditamos que o crescimento do PIB permaneça lento, com a inflação baixa. Isso permitirá ao Banco Central manter a Selic a um dígito, em contínua redução até dezembro”, afirma Marcelo Carvalho, presidente do comitê.
No Relatório Macroeconômico, publicação que consolida o debate do comitê, os economistas que integram o grupo avaliam que a autoridade monetária deve cortar a taxa em 0,75 ponto percentual em setembro e em 0,50 em outubro.
Quanto à inflação, o comitê revisou a projeção da mediana do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) para 2017 de 4,0% para 3,45%, em relação às estimativas feitas em maio. A maior parte das projeções concentrou-se no intervalo entre 3,5% e 4,0%. Vale ressaltar que as previsões para inflação já contemplam os impactos do aumento da tributação sobre os combustíveis anunciados no dia 20 de julho. Em função deste evento, a mediana do IPCA também foi corrigida de 4,03% para 4,07% em 2018.
PIB
Os economistas do comitê reduziram a estimativa do PIB de 2017 para 0,3% frente à projeção anterior de 0,5%, feita em maio. Para o segundo trimestre, a estimativa caiu para 0,1%, contra 0,2% observado na reunião anterior. Já para o terceiro e o quarto trimestre, as projeções foram reduzidas de 0,4% para 0,1% e de 0,5% para 0,4%, respectivamente.
Em relação à atividade, o grupo identificou recuperações pontuais em alguns indicadores, porém acredita que o cenário permanece desafiador. Entre os pontos positivos foram destacados o aumento nas vendas de automóveis e a melhora moderada do crédito para as pessoas físicas. Com exceção do segmento agropecuário, a maior parte dos analistas não identifica setores que possam liderar um ciclo de recuperação sustentada da economia nos próximos meses.
Dólar e cenário externo
O comitê manteve as projeções de câmbio feitas na última reunião de maio. De acordo com a maioria do grupo, o dólar deve encerrar 2017 a R$ 3,30, o que corresponderia a desvalorização anual de 1,25% da moeda doméstica.
Os economistas avaliaram ainda que a conjuntura externa está favorável para os mercados emergentes. Entre os fatores apontados, destaque ao maior gradualismo no processo de elevação dos juros americanos.
Conheça o comitê
O Comitê de Acompanhamento Macroeconômico é formado por 25 economistas de instituições associadas. Eles se reúnem a cada 45 dias, sempre na semana que antecede a reunião do Copom, para analisar a conjuntura econômica e traçar cenários para os mercados brasileiro e internacional. As discussões são consolidadas sempre no Relatório Macroeconômico, que pode ser recebido gratuitamente.