| As obras Nordeste e Horizontes Azuis, de Antonio Bandeira, que fazem parte do acervo do Museu de Valores do BC, poderão ser conferidas na exposição Antonio Bandeira: um abstracionista amigo da vida, em Fortaleza, Ceará. A mostra será aberta hoje (10), às 19h, no Espaço Cultural Unifor, campus da Universidade de Fortaleza, e segue em cartaz até 12 de dezembro. Os dois quadros estão entre as 91 obras selecionadas para a exposição, das quais 80 são pinturas e o restante são desenhos em guache, aquarela e nanquim. “Nordeste (imagem abaixo) é uma obra emblemática, porque o reconhecimento dele como artista começava a se elevar quando essa obra foi lançada. Sem contar que ela retrata a sua região natal”, explica Karla de Sá Valente, chefe do Museu de Valores do BC. | ![]() |
“O Bandeira tinha apenas 21 anos quando pintou esse quadro, em 1942, e foi premiado por ele, com uma medalha de bronze”, conta. “O quadro tem uma pegada surrealista estranha – e expressionista
também – com inspirações em Van Gogh. É a pintura mais antiga da mostra, fundamental para começar a narrativa que propusemos para a exposição”, explica Giancarlo. A tela era da época em que o pintor retratava obras figurativas.Horizontes Azuis é uma das obras mais importantes de Antonio Bandeira. Ela participou da 6ª Bienal Internacional de São Paulo, de 1961, que apresentou também outra obra feita com miçangas: Como cerejeiras na primavera. “Horizontes Azuis já vem de um momento mais interessante da carreira dele, totalmente madura. Ele tinha acabado de retornar de Paris, estabelecendo-se no Rio de Janeiro, e volta na Bienal de São Paulo. Ela faz parte do espírito da época, em que os artistas estavam experimentando técnicas e possibilidades de material. Bandeira usou isopor e tinta de cajueiro. Nesse quadro, os pontinhos são miçangas, perceptíveis apenas de muito perto”, afirma o curador.
Catálogo Raisonné
Biografia
Bandeira participou das duas primeiras edições da Bienal de São Paulo, em 1951 e em 1953. A segunda edição lhe rendeu um Prêmio Fiat, o que o levou novamente à Europa em 1954, onde permaneceu até 1959, passando por Itália e Inglaterra. Ao retornar ao Brasil, dedicou-se a uma atividade artística intensa, participando de importantes exposições, no Brasil e no exterior. Bandeira voltou a Paris em 1965, onde permaneceu até sua morte, dois anos depois.
Serviço
