Os principais indicadores de atividade econômica nacional continuam mostrando que, no curto prazo, a economia brasileira estabilizou-se e que segue em processo de retomada gradual de crescimento. A avaliação faz parte do Boletim Regional divulgado pelo BC na sexta-feira (18), em Porto Alegre.“O motivo principal da melhora da economia foi a boa safra de grãos no ano. Mas as vendas do comércio também contribuíram positivamente para o aumento da atividade econômica”, comentou Túlio Maciel, chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC).
A evolução recente da economia do Sul foi favorecida pelo desempenho da produção agrícola e por mais um resultado positivo do volume de vendas do comércio. Evidenciando o impacto das melhores condições de crédito e do aumento real da massa de rendimentos, as vendas aumentaram 5,3% no trimestre encerrado em maio. Já a produção industrial recuou 1,0% no trimestre, após crescer 3,4% no trimestre encerrado em fevereiro, segundo dados dessazonalizados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IBCR-S apresentou aumentos respectivos de 0,4% e de 2,6% nos trimestres mencionados, segundo dados dessazonalizados.
No Norte, as vendas do comércio ampliado cresceram 2,7% no trimestre finalizado em maio, em relação ao terminado em fevereiro, e o índice Intenção de Consumo das Famílias (ICF) aumentou 2,8 pontos, para 76,6 pontos. O Índice de Atividade Econômica Regional –Norte (IBCR-N) cresceu 0,9%, na mesma base de comparação.
O movimento de recuperação, ainda que modesta, da economia do Centro-Oeste no trimestre terminado em maio, foi sustentado pelo desempenho da construção civil e da agricultura, com destaque para as colheitas de soja e milho. O IBCR-CO aumentou, na margem, 0,3% no trimestre até maio, após ter crescido 1,3% no trimestre encerrado em fevereiro, segundo dados dessazonalizados.
No Sudeste, enquanto os indicadores de consumo recuaram no trimestre encerrado em maio, houve indícios positivos nos mercados de trabalho e de crédito. A produção industrial do Sudeste, após trajetória de crescimento iniciada em janeiro, retraiu 0,3% no trimestre finalizado em maio. Nesse contexto, o IBCR-SE cresceu, na margem, 0,2% no período, considerados dados dessazonalizados.
Economia gaúcha