Notícia
21/08/2017

Bom desempenho do comércio e do setor agrícola reforça tendência de recuperação da economia brasileira

Indicadores mostram estabilização e recuperação gradual da economia brasileira, impulsionada pelo comércio e setor agrícola.

Os principais indicadores de atividade econômica nacional continuam mostrando que, no curto prazo, a economia brasileira estabilizou-se e que segue em processo de retomada gradual de crescimento. A avaliação faz parte do Boletim Regional divulgado pelo BC na sexta-feira (18), em Porto Alegre.

“O motivo principal da melhora da economia foi a boa safra de grãos no ano. Mas as vendas do comércio também contribuíram positivamente para o aumento da atividade econômica”, comentou Túlio Maciel, chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC).

A evolução recente da economia do Sul foi favorecida pelo desempenho da produção agrícola e por mais um resultado positivo do volume de vendas do comércio. Evidenciando o impacto das melhores condições de crédito e do aumento real da massa de rendimentos, as vendas aumentaram 5,3% no trimestre encerrado em maio. Já a produção industrial recuou 1,0% no trimestre, após crescer 3,4% no trimestre encerrado em fevereiro, segundo dados dessazonalizados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IBCR-S apresentou aumentos respectivos de 0,4% e de 2,6% nos trimestres mencionados, segundo dados dessazonalizados.  

No Norte, as vendas do comércio ampliado cresceram 2,7% no trimestre finalizado em maio, em relação ao terminado em fevereiro, e o índice Intenção de Consumo das Famílias (ICF) aumentou 2,8 pontos, para 76,6 pontos. O Índice de Atividade Econômica Regional –Norte (IBCR-N) cresceu 0,9%, na mesma base de comparação.  

A economia do Nordeste registrou reação gradual no primeiro semestre de 2017, em função especialmente da recuperação da safra agrícola. As vendas do comércio ampliado continuaram crescendo no trimestre encerrado em maio, impulsionadas pelos desembolsos extraordinários do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), pelo aumento moderado do crédito às famílias e pela evolução benigna do salário real. O IBCR-NE variou 2,8% no trimestre, considerados dados dessazonalizados.

O movimento de recuperação, ainda que modesta, da economia do Centro-Oeste no trimestre terminado em maio, foi sustentado pelo desempenho da construção civil e da agricultura, com destaque para as colheitas de soja e milho. O IBCR-CO aumentou, na margem, 0,3% no trimestre até maio, após ter crescido 1,3% no trimestre encerrado em fevereiro, segundo dados dessazonalizados.  

No Sudeste, enquanto os indicadores de consumo recuaram no trimestre encerrado em maio, houve indícios positivos nos mercados de trabalho e de crédito. A produção industrial do Sudeste, após trajetória de crescimento iniciada em janeiro, retraiu 0,3% no trimestre finalizado em maio. Nesse contexto, o IBCR-SE cresceu, na margem, 0,2% no período, considerados dados dessazonalizados.

Economia gaúcha
Por ocasião da apresentação do Boletim Regional em Porto Alegre, o diretor de Política Econômica, Carlos Viana, e o chefe do Departamento Econômico, Tulio Maciel, reuniram-se na sexta-feira (18) com parceiros do Depec em Porto Alegre, para discutir a situação atual e as perspectivas de evolução do setor real. Estiveram presentes representantes locais dos setores agropecuário, do comércio, de serviços, dos transportes,  da indústria, além de entidades de análise e pesquisa econômica regional, que foram convidados a apresentar relatos de suas respectivas áreas de atuação. O objetivo era obter mais subsídios para as avaliações conjunturais desenvolvidas pelo Banco Central.