
Os prédios do Banco Central serão iluminados de vermelho a partir desta sexta-feira (1º). A novidade faz parte da campanha do
Dezembro Vermelho, que busca promover a prevenção, a assistência, a proteção e a promoção dos direitos de pessoas que vivem com HIV/Aids e outras infecções sexualmente transmissíveis. Ao longo do mês, órgãos públicos, representantes da sociedade civil e organismos internacionais vão realizar atividades como a iluminação de prédios, a veiculação de campanhas publicitárias informativas e palestras educativas. No caso dos prédios do BC, a iluminação será parcial devido a limitações nas fachadas dos edifícios. A iluminação instalada teve baixo custo de aquisição e de manutenção, com refletores que usam lâmpadas led de baixo consumo energético.
“Assim como o Outubro Rosa e o Novembro Azul, o Dezembro Vermelho nos lembra sobre o papel fundamental da prevenção. Essa é a primeira vez que o Banco Central participará da mobilização se iluminando com a cor da campanha. Essa ação busca mostrar o compromisso da instituição em apoiar campanhas de conscientização do cidadão. Com a aquisição de refletores que emitem luz em diversas cores, participaremos de todas as campanhas nos próximos anos”, afirma o diretor de Administração do BC, Maurício Moura.
Além da iluminação diferenciada no mês de dezembro, o BC vai divulgar, para seus servidores e colaboradores, informações sobre locais de testes e atendimento para pacientes com HIV/Aids, sobre os locais nos quais as pessoas podem procurar a Profilaxia Pós Exposição (PEP) e sobre os mais novos estudos de Profilaxia Pré-exposição (PrEP). “Também vamos repassar dados sobre o avanço recente de outras doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis, que têm desenvolvido formas resistentes a tratamentos com antibióticos nos últimos anos”, detalha Alexandre Machado Correa, chefe adjunto no Departamento de Gestão de Pessoas do BC.
De acordo o Ministério da Saúde, o Brasil tem hoje uma das maiores coberturas de tratamento antirretroviral (TARV) entre os países de baixa e média renda: 64% das pessoas que possuem o vírus do HIV recebem o TARV. Mas o número de novas pessoas contaminadas segue aumentando no país, principalmente entre os mais jovens. A taxa de infectados explodiu entre 2006 e 2015 nas faixas etárias de 15 a 19 anos, com elevação de 187,5%. Na faixa de 20 a 24 anos, a alta foi de 108%. E na faixa entre 25 e 29 anos, o aumento foi de 21%.
“Os avanços no tratamento fazem com que os jovens não percebam a gravidade da doença. Hoje é possível viver por muito tempo com vírus da Aids, mas a doença ainda prejudica severamente a qualidade de vida e de saúde e mata. A prevenção é fundamental”, diz Alexandre. A campanha Dezembro Vermelho está alinhada com as iniciativas promovidas pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids) e pelo Fundo de População da ONU, que planejam reduzir em 75% as novas infecções por HIV até 2020.
Saiba mais
A
instituição do Dezembro Vermelho foi oficializada no início de novembro, com a publicação da Lei nº 13.504/2017, que estabelece um conjunto de atividades de conscientização sobre a prevenção do HIV e de outras doenças sexualmente transmissíveis. Dezembro foi escolhido para a realização da campanha porque o primeiro dia do mês já é reconhecido internacionalmente como Dia Mundial de Luta Contra a Aids.
“O
Ministério da Saúde e diversas organizações que trabalham com o tema do HIV já dedicam um grande esforço na realização de eventos, encontros, debates e campanhas ao redor do 1º de dezembro”, ressalta Georgiana Braga-Orillard, Diretora do Unaids no Brasil. “A aprovação do Dezembro Vermelho é um passo importante para que as atividades sejam feitas no Brasil todo, por várias instituições e para que possamos ir além de uma data única e fazer com que esse debate siga vivo na sociedade por mais tempo.”
Saiba mais sobre as ações promovidas pelo Unaids.