Notícia
05/12/2017

Comitê Macro projeta PIB de 2,8% para 2018

Comitê Macro projeta crescimento do PIB brasileiro em 2,8% para 2018 e mantém expectativa de juros em 7%.

Nosso Comitê de Acompanhamento Macroeconômico apresentou as projeções para a economia brasileira em 2017 e em 2018 em evento realizado na terça-feira, dia 5, na Agência Bloomberg, em São Paulo. O grupo foi representado pelos economistas Marcelo Carvalho, Carlos Kawall, Rodrigo Azevedo e David Beker.

O Comitê estima que o PIB (Produto Interno Bruto) do país deve crescer 2,8% em 2018. Para 2017, a projeção de crescimento é de 0,9%. O número foi revisado (antes era 0,7%) depois que o governo apresentou o resultado do terceiro trimestre, na semana passada. Essas e outras informações constam no Relatório Macroeconômico elaborado pelo Comitê.

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“Há consenso entre os economistas membros do Comitê que a recuperação da atividade continuará gradual, liderada, sobretudo, pelo consumo das famílias. Esse fator resulta da combinação do aumento da renda real disponível, da queda do desemprego, e recuperação da confiança”, afirmou Marcelo Carvalho, presidente do nosso Comitê.

Em relação à taxa de juros no encerramento de 2017, que o Copom (Comitê de Política Monetária) divulgará na quarta-feira, dia 6, o grupo manteve a projeção de 7%, o que representa queda de 0,5 ponto percentual em relação aos atuais 7,5%. Para 2018, o Comitê espera que a Selic termine o ano também em 7%. De acordo com o grupo, independentemente dos ajustes que podem ocorrer na política monetária no ano que vem, os juros devem permanecer no campo expansionista por um período significativo.

Inflação

Os resultados atuais de queda da inflação permitiram nova redução da mediana de projeção do Comitê para a inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) deste ano, que passou de 3,1% para 2,9%, ou seja, ligeiramente abaixo do piso de tolerância (3,0%) da meta oficial de 4,5%. Para 2018, a projeção ficou praticamente estável, em torno de 4%. O Comitê entende que os preços da energia elétrica podem ser pressionados no próximo ano, diante da dificuldade hídrica, dos preços dos combustíveis e dos desafios no front fiscal.

Dólar e cenário externo

O relatório ressalta que o quadro econômico internacional permanece construtivo para as economias dos mercados emergentes, principalmente em relação ao nível de atividade, liquidez e taxa de juros. Os economistas do grupo destacam que a taxa de câmbio doméstica poderia estar mais baixa do que o patamar atual, caso a economia brasileira não apresentasse fragilidade nas contas públicas, o que resultou na perda do grau de investimento e na consequente retração dos investimentos externos no país. Entre as estimativas para a taxa de câmbio, o Comitê manteve pela terceira reunião consecutiva a mediana das projeções em R$ 3,20 para o final de 2017.

Nosso Comitê de Acompanhamento Macroeconômico é composto por 25 economistas de instituições associadas. Eles se reúnem a cada 45 dias, sempre na semana que antecede a reunião do Copom, para analisar a conjuntura econômica e traçar cenários para os mercados brasileiro e internacional.