“O BC foi um dos primeiros órgãos públicos do país a pensar e a implementar uma política de gestão de riscos. Esse é um tema relativamente novo para corporações – não apenas no Brasil. Como fomos pioneiros, acabamos nos tornando referência para outros órgãos públicos”, afirma Isabela Ribeiro Damaso Maia, chefe do Departamento de Riscos Corporativos e Referências Operacionais.
A elaboração da PGR começou com o mapeamento dos riscos que podem afetar os principais processos de trabalho do Banco. Em seguida, foram identificadas as estratégias para lidar com essas ameaças. A estratégia de identificação e resposta a interrupção de processos críticos no BC, ou gestão da continuidade de negócio, por sua vez, é coordenada pelo próprio Deris. “Uma das inovações da PGR é o uso das informações de risco como apoio para a tomada de decisões gerenciais, seja em nível estratégico, tático ou operacional, priorizando, por exemplo, a alocação de recursos”, explica Isabela.
Tipos de riscos
A gestão dos riscos financeiros foca nos ativos e nos passivos que compõem o balanço do BC. O risco de mercado de uma carteira de ativos é o risco de ocorrerem perdas financeiras em função da variação dos preços de mercado dos ativos que compõem essa carteira. O risco de liquidez corresponde ao risco de não se poder vender um ativo ou de fechar uma posição no momento desejado sem custos significativos. Já o risco de crédito é o risco de uma instituição não conseguir honrar pagamentos decorrentes da emissão de títulos, depósitos ou qualquer outra obrigação contratual ou compromisso financeiro assumidos com os investidores.
A gestão de riscos não financeiros é realizada em todos os níveis e unidades do BC. A gestão desses riscos envolve, entre outros aspectos, a identificação e a avaliação de eventos capazes de afetar os objetivos da instituição e a administração das ameaças para mantê-las em grau compatível com o apetite a risco do BC.
A gestão de continuidade de negócios, por sua vez, provê uma estrutura para construir resiliência organizacional. Ela identifica e planeja o que é necessário fazer para que o BC continue cumprindo suas obrigações caso ocorra um evento grave que interrompa as operações da instituição. Essa gestão busca a criação e a manutenção de planos de resposta em caso de interrupção dos processos considerados críticos.