Notícia
14/06/2018

Franco suíço é a moeda do primeiro adversário do Brasil na Copa

Apresenta informações sobre o franco suíço, moeda oficial da Suíça e Liechtenstein, destacando suas características e séries de cédulas.

​A seleção brasileira faz sua estreia na Copa da Rússia neste domingo (17). E o primeiro adversário do Brasil na competição é a Suíça, país com 41.290 km² de extensão e cerca de 8,4 milhões de habitantes.

A Suíça faz fronteira com Alemanha, Itália, França, Áustria e Liechtenstein. Não à toa, possui quatro idiomas oficiais: o alemão, o francês, o italiano e o romanche, uma língua que se acredita descender do latim falado pelos romanos e que corre o risco de ser extinta, já que menos de 1% dos suíços se comunicam nesse idioma.

Composto por 26 estados, denominados cantões, o país tem como capital a cidade de Berna. E é mundialmente conhecido pela pelos queijos, chocolates, relógios e pelos serviços bancários (o futebol, ainda bem, passa longe de ser um cartão de visitas suíço).

Continuando a sequência de matérias sobre a Copa, esta edição da coluna Dinheiro do Mundo trata do dinheiro utilizado no país: o franco suíço. A moeda, que também circula em Liechtenstein, é resultado da união monetária dos cantões suíços e existe desde 1850, quando substituiu as moedas regionais. Assim como o dólar estadunidense e o euro, o franco suíço é uma moeda forte e estável.

A oitava série
A oitava série de cédulas de francos suíços, lançada em 1995 e criada pelo designer Jorg Zintzmeyer (1947-2009), é composta de seis unidades: 10, 20, 50, 100, 200 e 1000 Francos. O Museu de Valores do BC possui todas as cédulas, com exceção da nota de 100 francos. Essas cédulas, ainda em circulação na Suíça, estão sendo gradualmente substituídas, entre 2016 e 2019, pelas cédulas da nona série, que começaram a ser emitidas em 2016.

As cédulas da oitava série foram feitas com as dimensões crescentes na largura, de acordo com o valor de cada uma, e contêm mais de 20 elementos de segurança. A cédula de 50 Francos – a primeira a entrar em circulação, em 1995 – é considerada a primeira do mundo a ser desenhada em computador. Seu design contém 2,5 bilhões de pontos, cada um acessível eletronicamente.

Em uma das extremidades há um triângulo mais pronunciado, elaborado para auxiliar cegos e, ainda, figuras e selos oficiais que se espalham ao redor do rosto, como hologramas. Dez processos de impressão estão envolvidos na fabricação das cédulas. Além disso, o design é verticalizado, pois pesquisas comprovaram que o dinheiro é comumente distribuído por pessoas que estão de pé.

Escolhido entre 16 designers, Jorg Zintzmeyer era especialista em imagens corporativas de empresas como a BMW. Ele queria que suas propostas fossem esteticamente interessantes, mas também tecnologicamente de vanguarda. Ele criou a cédula digital e sua filosofia era que os elementos de segurança deveriam ser óbvios para todos.

A cédula de 10 francos homenageia em seu anverso o arquiteto Charles Edouard Jeanneret-Gris, mundialmente conhecido como Le Corbusier (1887-1965). No reverso, é ilustrada uma visão geral do projeto, de sua criação, do distrito governamental da cidade de Chandigarh, no noroeste da Índia.

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Já a cédula de 20 francos homenageia o músico Arthur Honegger (1892-1955) no anverso. Seu trabalho inclui obras dramáticas, operetas, oratórios, cantatas, orquestra e música de câmara. Além da produção erudita, deixou música para 21 peças de teatro, incluindo "O cerco" de Camus, 1948; e 21 filmes, entre eles, "Napoleão" de Abel Gance (1927), colocando-o entre os pioneiros da arte de compor trilhas sonoras. No reverso da cédula, as três válvulas de trompetes simbolizam o papel crucial que instrumentos de sopro exerciam no trabalho orquestral do músico. Junto com a roda de locomotiva e o compressor, o teclado do piano e a partitura evocam a famosa composição “Pacific 231” (1923), sobre uma locomotiva a vapor.

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O anverso da cédula de 50 francos homenageia a artista Sophie Taeuber-Arp (1889-1943) uma das figuras-chave do Dadaísmo, movimento artístico pertencente às vanguardas europeias do século XX, que tinha como tema “destruição também é criação”. Uma das obras de Sophie, a escultura Tête Dada, estampa o reverso da cédula.

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A cédula de 100 francos é a única que o acervo do Museu de Valores do BC não possui. Ela homenageia, em seu anverso, Alberto Giacometti (1901-1966), escultor, pintor, desenhista e gravurista suíço, cujo trabalho tinha influência do cubismo e do surrealismo. No reverso da cédula, uma de suas obras é representada, a escultura em bronze “L’homme qui marche I” (1961). Com 1,83m de altura, a peça é considerada uma das obras mais importantes do artista, representando um ícone da Arte Moderna.

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O escritor e poeta Charles Ferdinand Ramuz (1878-1947) é o homenageado no anverso da cédula de 200 francos. O reverso da cédula traz o Lago de Derborence, localizado em Conthey, Valais, na Suíça; a região de Les Diablerets, um centro de esportes de aventura conhecido pelo esqui, localizado em Vaud; e Lavaux, a maior região produtora de vinhos da Suíça, localizada entre Montreux e Lausanne. Lavaux é Patrimônio Cultural da UNESCO desde 2007. Além disso, está representado no reverso da nota um extrato do livro “Souvenirs sur Igor Stravinsky”, de Ramuz.

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A cédula de maior valor é a de 1000 francos, que homenageia o historiador da arte e da cultura, Jacob Burckhardt (1818-1897) no anverso. Sua obra mais conhecida é “The Civilization of the Renaissance in Italy”. No reverso da cédula, a representação do Palácio Strozzi, em Florença (Itália), um dos mais notáveis edifícios da fase inicial da Renascença italiana.

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