A projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2019 foi reduzida para 1,5% pelo nosso Comitê Macroeconômico. Este é o terceiro corte consecutivo para o indicador.
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A revisão para baixo foi motivada pelas dúvidas em relação às condições políticas para a aprovação da reforma da previdência, com a possibilidade de que a votação se dê apenas no segundo semestre. Para o grupo, é preciso haver recuperação na confiança dos consumidores e das empresas para que haja retomada do crescimento econômico.
A perspectiva é que não haja crescimento no primeiro trimestre, com possibilidade de retração da atividade econômica no período. Para o segundo, terceiro e quarto trimestres, as projeções são de 0,50%, 0,76% e 0,70%, respectivamente.
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Juros e inflação
A projeção da taxa Selic foi mantida em 6,5% ao longo deste ano. A mínima e a máxima projetadas para o final de 2019 são 5,5% e 7,5%. A estimativa para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) foi revisada para cima em relação à reunião passada, mas continua abaixo da meta de 4,25%: de 3,8% em março para 4,0% em maio.
Cenário externo e dólar
Segundo os economistas, o dólar deve estar R$ 3,70 no final de 2019, mesma projeção da última reunião, que representa uma valorização de 4,5% da moeda brasileira para o ano.
A percepção é de que o ambiente global apresenta menos risco de recessão nas principais economias: a avaliação para os Estados Unidos, por exemplo, é que o nível de atividade continue crescendo em ritmo forte, com inflação abaixo da meta e baixa taxa de desemprego. A Europa também não deverá passar por elevação dos juros em 2019, apesar do baixo dinamismo do nível de atividade, e a China deve manter a trajetória de recuperação econômica, mesmo com o impacto da febre suína no mercado local. O maior ritmo de atividade no país, inclusive, deve impactar positivamente os países do sudeste asiático e os emergentes da América Latina.
Sobre o comitê
O Comitê de Acompanhamento Macroeconômico é composto por 25 economistas de instituições associadas. Eles se reúnem a cada 45 dias, em média, sempre na semana que antecede a reunião do Copom, para analisar a conjuntura econômica e traçar cenários para os mercados brasileiro e internacional.