No trimestre encerrado em maio, a pandemia teve um impacto expressivo nos indicadores econômicos das cinco regiões do país na comparação com o trimestre finalizado em fevereiro. Os indicadores de atividade regionais (IBCR) registraram, em termos dessazonalizados, retrações significativas, conforme mostrado abaixo:

O Centro-Oeste foi a região onde os impactos econômicos da pandemia foram menos dramáticos . “Enquanto no Brasil como um todo a produção industrial apresentou um recuo de 18,1% no trimestre entre fevereiro e maio, no Centro-Oeste, por exemplo essa queda foi de 0,7%”, explicou o chefe adjunto no Departamento Econômico do Banco Central, José Henrique Carvalho.
Segundo ele, o choque de menor magnitude no centro do país se deu, principalmente, em função da estrutura da economia local, intensiva em setores que têm sofrido menos com a crise, como o agronegócio.
O boletim também revela que, em geral, a atividade econômica apresentou forte retração em abril em todas as regiões (na sequência do aumento dos casos da Covid-19 no país) com início de um processo de recuperação parcial já no mês de maio. Dados de alta frequência acompanhados pelo BC sugerem que essa recuperação se manteve em junho e julho, embora com dinâmicas distintas entre as diferentes localidades.
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“As análises e informações do Boletim Regional buscam oferecer à sociedade em geral – e em particular aos gestores de política econômica dos estados, pesquisadores e empresários, entre outros – elementos que contribuam para compreender, no âmbito regional, a conjuntura econômica do país”, afirmou Carvalho. Ao mesmo tempo, a publicação colabora para dar conhecimento ao público sobre os critérios analíticos utilizados pelo Banco Central.
O Boletim Regional é publicado pelo BC desde outubro de 2007. Clique aqui e confira o documento na íntegra.