Notícia
05/10/2021

Ofertas no mercado de capitais até setembro ultrapassam total registrado no ano passado

Volume de ofertas no mercado de capitais brasileiro até setembro de 2021 supera total de 2020, impulsionado por debêntures e IPOs.

As ofertas das companhias brasileiras no mercado de capitais somam R$ 404,8 bilhões entre janeiro e setembro de 2021, volume que ultrapassa o total obtido em doze meses de 2020, quando o montante chegou em R$ 371,9 bilhões. O resultado já é o segundo maior da nossa série histórica, iniciada em 2011. A alta é puxada, principalmente, pelas operações com debêntures e IPOs (ofertas públicas iniciais de ações).

Entre as debêntures, foram emitidos R$ 56,5 bilhões apenas no terceiro trimestre, levando o resultado deste ano (até setembro) para R$ 155,4 bilhões, o que representa alta de 108,4% em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado de 2020, as ofertas de debêntures atingiram R$ 121,1 bilhões.

As operações com os demais instrumentos de renda fixa também apresentam alta em relação ao ano anterior. Entre os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), foram emitidos R$ 21,2 bilhões nos primeiros nove meses de 2021, contra R$ 15,2 no total de 2020, e entre os FIDCs (Fundos de Investimento em Direito Creditório) foram R$ 42,5 bilhões neste ano, acima dos R$ 33,8 bilhões registrados em doze meses do ano passado. As ofertas de CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) chegam a R$ 12,9 bilhões até o terceiro trimestre, resultado 45% maior do que no mesmo período do ano passado.

Na renda variável, o volume de ofertas entre janeiro e setembro, de R$ 123,7 bilhões, também ultrapassa o total obtido em 2020, de R$ 119,3 bilhões. O resultado já é o maior da nossa série histórica e reflete a alta nos IPOs, que registram R$ 63,4 bilhões em nove meses deste ano (45 operações), contra R$ 45,3 bilhões no acumulado do ano anterior (27 operações). Entre os follow-ons (ofertas subsequentes de ações), são R$ 60,2 bilhões em 2021, enquanto no total de 2020 foram R$ 73,9 bilhões. “A renda variável é o grande destaque do terceiro trimestre e deste ano. Além dos números expressivos, é importante mencionar a diversidade de empresas e de setores que têm acessado a bolsa de valores, contribuindo ao dinamismo do mercado”, afirma José Eduardo Laloni, nosso vice-presidente.

Mercado externo
O terceiro trimestre foi o período deste ano com maiores emissões de companhias locais no mercado externo, atingindo US$ 9 bilhões. No ano, até setembro, são US$ 23,5 bilhões. O total representa alta de 14,6% sobre o registrado no mesmo período do ano passado.
 

Confira a íntegra do Boletim de Mercado de Capitais