Notícia
27/12/2021

Uso de instrumentos de pagamento cresce 11% no segundo trimestre de 2021

O uso de instrumentos de pagamento eletrônicos e cheque cresceu cerca de 11% no segundo trimestre de 2021.

O Banco Central atualizou as estatísticas de pagamentos para o segundo trimestre de 2021, quando foi observado aumento no uso dos instrumentos de pagamento eletrônicos e cheque em cerca de 11% e 10% em termos de quantidade e de valor, respectivamente, na comparação com o trimestre anterior.  

No total, os cartões foram utilizados em 53% das transações que ocorreram sem dinheiro em espécie durante no segundo trimestre. O Pix, meio de pagamento desenvolvido pelo Banco Central, foi utilizado em cerca de 14% das transações que ocorreram sem dinheiro físico no país no período.  
  
Dados do terceiro trimestre, indicam que o uso do Pix e de cartões evoluiu 53% e 16%, respectivamente, em relação ao trimestre anterior. Desde o início do ano, a quantidade e o valor das transações com o Pix aumentaram acima de 200% e em cerca de 150%, respectivamente, período em que os cartões cresceram acima de 20% considerando essas duas estatísticas.  
  
Quanto aos cartões, destaque para o uso do cartão pré-pago, que cresceu 57% em relação ao primeiro trimestre do ano.   
  
Celular virou banco?    
A utilização de dispositivos móveis (celular, tablets) para a realização de transações bancárias chegou a 70% no segundo trimestre, um aumento de 32% na comparação com o trimestre anterior. Somados ao uso da internet (os acessos feitos por internet banking, por meio de computadores, por exemplo), esses canais foram responsáveis por quase 90% das transações bancárias no segundo trimestre de 2021.  
  
“Quando considerado apenas o pagamento de contas e transferências, três em cada quatro operações no segundo trimestre do ano foram realizadas por dispositivos móveis, um incremento de 184% em relação ao trimestre anterior”, disse o assessor sênior no Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro (Decem) do Banco Central, César Oliveira.



Ao mesmo tempo, as transações bancárias feitas de forma presencial registraram uma queda de cerca de 2%, respondendo por aproximadamente 12% do total das operações durante o período.  
 
Para Oliveira, os dados confirmam uma constante eletronização dos meios de pagamento e dos canais usados para realização de transações bancárias no Brasil. “No passado, esses pagamentos aconteciam, preponderantemente, nas dependências das instituições financeiras: agências e postos de atendimento, caixas automáticos e nos correspondentes no país. A disseminação dos smartphones, o aumento da segurança e a comodidade no uso desses canais abriu a possibilidade de realização dessas transações pelos apps e pelos sites das IFs”, comentou.
 
As estatísticas do BC sobre operações de saque, que são uma aproximação para uso do dinheiro físico, corroboram com o avanço desse processo de digitalização. Do início de 2019 para cá, o valor total das operações de saque foi reduzido em 1/4, enquanto o valor das operações com instrumentos de pagamento aumentou em 50%.
 
Para saber mais sobre as Estatísticas de Pagamentos de Varejo e de Cartões no Brasil, acesse o site do BC.