Notícia
09/05/2022

Mais da metade das emissões no mercado de capitais foi de debêntures em abril

Debêntures representaram mais da metade das emissões no mercado de capitais em abril, com destaque para crescimento em FIDC e redução em renda variável.

321-banner-site.pngAs debêntures foram responsáveis por 56,4% do total emitido no mês de abril. De acordo com o Boletim de Mercado de Capitais da ANBIMA, as emissões de renda fixa somaram R$ 29,8 bilhões no quarto mês do ano e já acumulam R$ 119,2 bilhões em 2022, contra R$ 90,4 bilhões do mesmo período de 2021.

O instrumento FIDC apresentou quase o dobro das emissões de março (R$ 1,8 bilhão) para abril (R$ 3,6 bilhões), enquanto os demais produtos de cessão de crédito (CRI e CRA) somaram R$ 3,7 bilhões e R$ 2,2 bilhões no mês, respectivamente.

+ Confira o Boletim completo no link Boletim de Mercado de Capitais.

Em abril, as emissões de mercado de capitais captaram volume de R$ 32,5 bilhões, uma redução de 17% em relação a março. No ano, o total emitido foi de R$ 138 bilhões contra R$ 145 bilhões do mesmo período de 2021, uma redução de 4,8% - esse resultado é reflexo da diminuição das emissões de renda variável desde o início do ciclo de alta dos juros, em março do ano passado. As ofertas em andamento e em análise registraram volumes de R$ 6 bilhões e R$ 15,3 bilhões, respectivamente (desconsiderando o volume das ofertas de ações).

De janeiro a abril deste ano, as debêntures captaram R$ 74 bilhões e a maior parte desses recursos vieram dos intermediários e demais participantes ligados à oferta, que compraram uma parcela de 49,5% das colocações, seguidos dos fundos de investimentos com 38,6%. Em relação às destinações, as empresas emissoras direcionaram 31% dos recursos para capital de giro e 29,1% para refinanciamento do passivo, seguido de 12% utilizado para investimentos em infraestrutura.

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Por outro lado, no mercado de renda variável, completa-se três meses sem IPOs de ações, o último registro foi em janeiro deste ano – uma operação de R$ 405,7 milhões da Nubank.  A expectativa de que os juros aumentem ainda mais e permaneça elevado por mais tempo, reflete um cenário desafiador para uma primeira colocação de ações.

Vale o registro que, de forma inversa, as emissões de follow-ons (ofertas subsequentes de ações) se mostraram mais resilientes do que as de ações (ofertas primárias). Em abril, apresentaram volume de R$ 629 milhões, registrando emissões de R$ 11,9 bilhões no acumulado de 2022, o que representa 93,6% do total emitido em renda variável no período.

No mercado externo, foram registradas somente duas operações de renda fixa em abril, que somaram U$ 663 milhões.