Pela sétima vez, bancos elevam projeção para a carteira de crédito em 2022, com avanço de 14,1%
Pela sétima vez consecutiva, os bancos elevaram suas projeções para o mercado de crédito neste ano, revela a Pesquisa FEBRABAN de Economia Bancária e Expectativas. A projeção de crescimento da carteira total para este ano passou de 13,9% na pesquisa anterior (setembro) para 14,1%, valor muito próximo à atual projeção do Banco Central, de alta de 14,2%. Para 2023, a média das projeções para a expansão da carteira total subiu para 8,4% ante 8,0% no levantamento anterior. A Pesquisa FEBRABAN, realizada com 20 bancos entre 3 e 8 de novembro, é feita a cada 45 dias, logo após a divulgação da Ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), e reúne as percepções das instituições financeiras sobre o documento do Banco Central e as projeções para o desempenho das carteiras de crédito no ano corrente e no próximo. “Para este ano, a revisão positiva se deve à melhora das expectativas da atividade econômica, ao crescimento maior do que o esperado do mercado de crédito, além da reedição dos programas públicos de crédito, como Pronampe e FGI-Peac, que seguem com demanda alta”, avalia Rubens Sardenberg, diretor de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da FEBRABAN, que complementa. “Já para 2023, a expectativa de alta na carteira direcionada se elevou ligeiramente, passando de 6% para 6,1%, mas na carteira com recursos livres, o ajuste foi relevante, passando de 9,3% na pesquisa anterior para 10% nesta última edição”. Segundo ele, “esta nova revisão positiva reforça, mais uma vez, a capacidade do setor bancário de manter e ampliar a oferta de crédito, que foi uma das alavancas que permitiu este desempenho positivo da economia em 2022”.
Pesquisa de Economia Bancária da FEBRABAN mostra que melhora das expectativas da atividade econômica e reedição dos programas públicos de crédito foram responsáveis pela revisão; estimativa de alta também cresceu para 2023
Pela sétima vez consecutiva, os bancos elevaram suas projeções para o mercado de crédito neste ano, revela a Pesquisa FEBRABAN de Economia Bancária e Expectativas. A projeção de crescimento da carteira total para este ano passou de 13,9% na pesquisa anterior (setembro) para 14,1%, valor muito próximo à atual projeção do Banco Central, de alta de 14,2%. Para 2023, a média das projeções para a expansão da carteira total subiu para 8,4% ante 8,0% no levantamento anterior.
A Pesquisa FEBRABAN, realizada com 20 bancos entre 3 e 8 de novembro, é feita a cada 45 dias, logo após a divulgação da Ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), e reúne as percepções das instituições financeiras sobre o documento do Banco Central e as projeções para o desempenho das carteiras de crédito no ano corrente e no próximo.
“Para este ano, a revisão positiva se deve à melhora das expectativas da atividade econômica, ao crescimento maior do que o esperado do mercado de crédito, além da reedição dos programas públicos de crédito, como Pronampe e FGI-Peac, que seguem com demanda alta”, avalia Rubens Sardenberg, diretor de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da FEBRABAN, que complementa. “Já para 2023, a expectativa de alta na carteira direcionada se elevou ligeiramente, passando de 6% para 6,1%, mas na carteira com recursos livres, o ajuste foi relevante, passando de 9,3% na pesquisa anterior para 10% nesta última edição”.
Segundo ele, “esta nova revisão positiva reforça, mais uma vez, a capacidade do setor bancário de manter e ampliar a oferta de crédito, que foi uma das alavancas que permitiu este desempenho positivo da economia em 2022”.
A pesquisa mostra que na carteira com recursos livres, a projeção passou de alta de 16,7% (em setembro) para 17,3%. A melhora foi puxada pela carteira pessoa física (de 17,2 para 18,2%), devido ao crescimento da atividade econômica e do consumo, que beneficia linhas como o cartão de crédito e crédito pessoal. A projeção da carteira pessoa jurídica ficou praticamente estável ante ao último levantamento (de 14,5% para 14,3%).
A projeção de expansão da carteira com recursos direcionados também subiu, de alta de 9,3% (em setembro) para 10,2%. A projeção para a carteira pessoa física direcionada passou de 12,8% para 13,1%, devido ao forte crescimento do crédito rural. Já a expectativa de alta da carteira pessoa jurídica passou de 5,1% para 5,3%, com as projeções se ajustando à nova rodada dos programas públicos de crédito.
Entretanto, a pesquisa mostra que houve piora das expectativas para a inadimplência da carteira livre. Para este ano, a projeção subiu de 3,9% (em setembro) para 4,3%, enquanto para 2023 avançou de 4,2% para 4,6%. Atualmente, a inadimplência desta carteira está em 4,0%.
Selic
A Pesquisa da FEBRABAN mostra que não houve alterações quanto à perspectiva de início do processo de flexibilização monetária. A maioria dos participantes (60%) dos participantes segue esperando que o início da flexibilização monetária ocorra a partir do 2º trimestre de 2023 (reuniões de maio ou junho), enquanto os demais (40%) acreditam que esse movimento aconteça no 3º trimestre.
Desta forma, a mediana das projeções prevê que a taxa Selic fique estável em 13,75% até maio de 2023. Em junho, quando começaria o ciclo de flexibilização monetária, a Selic cairia 0,50 ponto percentual, para 13,25% ao ano.
PIB
Em relação à atividade econômica, 70% dos participantes acreditam que a economia deve desacelerar nos próximos trimestres, levando a um crescimento do PIB entre 0,5% e 1,0% em 2023. Já para 25% dos entrevistados, a desaceleração deve ser mais intensa, limitando o crescimento do PIB a 0,5% em 2023.
Inflação
No âmbito da inflação, a maioria dos participantes (60%) espera que esta supere novamente o teto da meta (4,75%) em 2023. Por outro lado, os demais (40%) ainda acreditam que o IPCA pode encerrar 2023 abaixo do teto (mas acima do centro da meta, de 3,25%).
Câmbio
Para o câmbio, a expectativa é de que se mantenha na faixa de R$/US$ 5,20 a R$/US$ 5,25 ao longo do primeiro semestre do próximo ano.
A Pesquisa de Economia Bancária pode ser acessada neste link.
FEBRABAN - Federação Brasileira de Bancos
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