Notícia
08/03/2023

Fundos continuam a registrar mais saques do que aportes em fevereiro

Fundos de investimento registram saldo negativo em fevereiro, com mais saques do que aportes pelo quarto mês consecutivo.

Os fundos de investimento encerraram fevereiro com saldo negativo de R$ 28,6 bilhões. O dado é do nosso boletim de fundos de investimento, que mostra que fevereiro foi o quarto mês consecutivo em que a indústria registrou mais saques do que aportes.

“As incertezas macroeconômicas que vem marcando o início desse ano, como a taxa de juros e as indefinições fiscais, têm comprometido as alocações de recursos na indústria de fundos”, comenta Pedro Rudge, nosso vice-presidente.

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Assim como em janeiro, o resultado foi impactado pelo regaste líquido de R$ 15 bilhões dos multimercados e de R$ 6,2 bilhões dos fundos de ações. Em ambas as classes, as carteiras que lideram o movimento de saída são aquelas sem compromisso de concentração em estratégias específicas: multimercado livre (R$ 8,7 bilhões) e ações livre (R$ 3,7 bilhões).

A movimentação de recursos nos fundos de renda fixa voltou a se tornar desfavorável em fevereiro. Esta classe, que havia invertido o movimento de saídas em janeiro, apresentou saldo negativo de R$ 7,5 bilhões. Dois tipos lideram esse movimento com resgates líquidos de cerca de R$ 4,2 bilhões cada: o duração média grau de investimento e o duração baixa grau de investimento, que buscam retornos investindo em ativos de médio e curto prazo, respectivamente.

Somente os fundos estruturados tiveram resultado positivo em fevereiro. Os ETFs (Exchange-Traded Funds) apresentaram o melhor resultado do grupo, com captação líquida de R$ 1,4 bilhão. Em seguida, estão os FIPs (Fundos de Investimento em Participações) e os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), que registraram aportes líquidos de R$ 466 milhões e de R$ 378 milhões, nesta ordem.

Rentabilidade

Apesar do saldo negativo em fevereiro, os tipos mais representativos em patrimônio líquido entre os multimercados e a renda fixa apresentaram rentabilidade positiva. No caso dos fundos de renda fixa, o tipo duração baixa grau de investimento teve valorização de 0,8%% e acumula a maior alta da classe em 12 meses, de 12,73%. Já nos multimercados, a rentabilidade do tipo investimento no exterior, que devem investir pelo menos 40% do patrimônio líquido em ativos financeiros no exterior, foi 0,37% no mês e 6,2% nos últimos 12 meses. Por outro lado, nenhum tipo de carteira de ações obteve retorno positivo em fevereiro. O tipo ações livre apresentou queda de 5,67%, acumulando perdas de 9,44% em 12 meses.