Presidentes de alguns dos maiores bancos centrais no mundo trarão suas experiências ao Brasil para discutir os desafios estruturais para a condução da política monetária, especialmente aqueles surgidos no período pós-pandemia.
“No período recente, os choques enfrentados pelas diversas economias apresentaram uma natureza global, implicando reações de política na mesma direção. Nessa conferência, nosso objetivo é reunir autoridades de grandes bancos centrais e especialistas para debater as lições aprendidas, contrastar as diferentes atuações, e discutir os desafios e oportunidades futuras”, afirma Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central. Ele vai ser um dos moderadores do seminário, juntamente com Henrique Meirelles, ex-presidente do BC.
O evento abordará os desafios enfrentados pelos bancos centrais em relação a seus mandatos, arcabouços de política monetária, autonomia, estabilidade de preços e financeira. Espera-se, também, o debate sobre os recentes desafios enfrentados pelos bancos centrais, como inflação alta e persistente, gestão dos balanços dos bancos centrais, transição climática, agenda de tecnologia, dentre outros.
Participarão da conferência:
• Christine Lagarde, presidente do European Central Bank (ECB);
• Agustín Carstens, presidente do Banco de Compensações Internacionais (BIS);
• Leonardo Villar, presidente do Banco de la República, da Colômbia;
• Rosanna Costa, presidente do Banco Central de Chile;
• Pablo Hernandez de Cos, presidente do Banco de España;
• Tiff Macklem, presidente do Bank of Canada;
• Julio Velarde, presidente do Banco Central de Reserva del Perú;
• Raghuram Rajan, ex-presidente do Reserve Bank of India (RBI);
• Federico Sturzenegger, ex-presidente do Banco Central de la República Argentina;
• Juan José Echavarría, ex-presidente do Banco de la República, da Colômbia; e
• Mark Carney, ex-presidente do Bank of England (BoE).
Segundo a diretora do BC, Fernanda Guardado, o seminário internacional trará uma discussão franca e a troca de aprendizados acerca da condução da política monetária e seus desafios nos últimos anos e, particularmente, desde 2020. “Além disso, o rol de palestrantes de diferentes regiões e que são referências em suas áreas de atuação trará riqueza para o diálogo, e reflete o prestígio e influência do Banco Central do Brasil no debate público e acadêmico global de política monetária e estabilidade financeira.”
O evento ocorre na esteira da realização da I Conferência Anual do Banco Central do Brasil, que retoma a organização desse tipo de evento após um hiato de três anos. A previsão é que este seminário seja realizado a cada dois anos.