Notícia
03/10/2024

Sistema CFC/CRCs debate, no Senado, os impactos da Reforma Tributária para as empresas do Simples

Debate no Senado sobre os impactos da Reforma Tributária para empresas do Simples Nacional.

Comunicação CFC

Na manhã desta quinta-feira (3), o presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Ceará (CRCCE) e membro do Grupo de Estudos para Implementação da Reforma Tributária do CFC, Fellipe Guerra, representou o Sistema CFC/CRCs na audiência pública da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, convocada para debater os impactos da Reforma Tributária nas micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional.

Guerra centrou sua exposição na audiência em três premissas: impacto na competitividade comercial, aumento no custo do compliance tributário e desidratação do Simples Nacional. “Em todos os cenários que foram objetos de estudo e simulação envolvendo cálculos para empresas optantes do Simples, houve aumento da carga tributária, independentemente da etapa da cadeia econômica. Para fins de um planejamento tributário, não posso levar em consideração o custo da indústria se eu sou um consumidor varejista. Nossas proposições, neste sentido, são a utilização do crédito presumido e a redução do IVA nas aquisições”, apresentou Fellipe.

Ele traçou um paralelo entre a carga tributária imposta a uma empresa no modelo tributário vigente e nos moldes do cenário esperado após a reforma. Considerou, para isso, um montante de R$ 100 mil destinado à aquisição de mercadorias, para venda a R$ 130 mil. Com a reforma, observou-se um cenário de carga tributária mais alta e redução exponencial dos créditos de IBS e PIS/COFINS ao empreendedor.

O coordenador da CAE do Senado, contador e senador Izalci Lucas (PL-DF), destacou que aproximadamente 75% das empresas brasileiras são optantes pelo Simples Nacional. Ele destacou que, além do impacto nessa parcela do empresariado, outro ponto que requer debate e aprimoramento é a questão da mão de obra intensiva.

Os participantes debateram, ainda, temas como percentuais de alíquotas incidentes sobre produtos e serviços, padrões e normas de escalas de oferta e demanda, política tributárias, entre outros assuntos.

Também participaram da audiência pública o professor Marcos Cintra, PhD em Economia pela Universidade de Harvar; o auditor fiscal da Receita Federal do Brasil, Roni Peterson Brito; a assessora jurídica da Fecomércio-SP, Sarina Sasaki; o vice-presidente da Fecomércio-DF, Jael Antônio da Silva; Mário Sérgio Carraro Telles, superintendente de Economia da Confederação Nacional da Indústria (CNI); e o advogado especialista em Direito Tributário, Bruno Toledo Checchia.

Fotos: Willian Sant'Ana - Ag. Senado

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