A Controladoria-Geral da União (CGU) realizou, nesta sexta-feira (18/10), o Workshop para Jornalistas - G20, com o intuito de esclarecer dúvidas e preparar profissionais da imprensa para a cobertura da próxima reunião do Grupo de Trabalho Anticorrupção (GTAC) do G20, além de nivelar as informações sobre a presidência brasileira no grupo. O encontro online contou com a participação do Coordenador-Geral do G20, Carlos Alberto Jr, da Chefe da Assessoria Especial para Assuntos Internacionais da CGU, Beth Cosmo; e da Assessora Especial de Comunicação da CGU, Daniela Matos.
Na abertura do workshop, Daniela Matos explicou a logística e a programação do evento, destacando a importância do papel da CGU no G20. “A CGU preside o GTAC em parceria com a Advocacia-Geral da União e o Ministério da Justiça e Segurança Pública. O desafio foi traduzir para a sociedade, jornalistas e países do G20 essa pauta de promoção de integridade e enfrentamento à corrupção” afirmou Daniela.
Em seguida, Beth Cosmo detalhou a estrutura do G20 e o histórico do Grupo de Trabalho Anticorrupção (GTAC), criado em 2010. Ela ressaltou o papel do G20 como um fórum multilateral que agrega as principais economias do mundo, ampliando seu escopo de discussões para além de temas macroeconômicos. “O G20 nasceu como um fórum de cooperação e coordenação econômica. Ao longo do tempo, incorporou temas políticos, como saúde, educação e políticas públicas. O GTAC, que trata especificamente de anticorrupção, contribui com a arquitetura jurídica internacional nessa área”, explicou Beth.
Beth Cosmo também mencionou as prioridades da CGU para a terceira reunião ministerial do grupo, que ocorrerá sob a presidência brasileira. “Definimos três eixos principais: incentivar o setor privado a adotar medidas de integridade, ampliar a visão sobre integridade além do combate à corrupção e trazer o setor privado como corresponsável na prevenção à corrupção”, acrescentou.
Desafios da comunicação sobre o G20
Carlos Alberto Jr, Coordenador Geral do G20, abordou a complexidade de comunicar adequadamente o que o G20 realmente faz e o que ele representa para o público. “Às vezes, até veículos importantes cometem deslizes que acabam desinformando. É fundamental que todos entendam o que o G20 faz e, talvez ainda mais importante, o que ele não faz”, ressaltou.
O coordenador também destacou o papel do G20 como uma plataforma de cooperação entre as principais economias do mundo, buscando alinhamento global em questões como sustentabilidade, inovação e combate à corrupção.
“Desde o início, o G20 sempre foi composto por 19 países e a União Europeia, e não necessariamente pelos países mais ricos do mundo. A Argentina, por exemplo, nunca esteve entre as 20 maiores economias globais. O objetivo original era reunir à mesa tanto os países credores quanto os devedores, pois só assim seria possível alcançar resultados efetivos. Recentemente, o G20, que se tornou uma marca global, passou a contar com 21 membros após a entrada da União Africana como membro pleno”, explicou Carlos Alberto Jr.
Além disso, Carlos mencionou a importância de iniciativas como o Kids-20, que envolvem jovens estudantes da rede pública na cobertura do evento, proporcionando-lhes uma experiência prática e aprofundada sobre o G20. "O Kids-20 é uma iniciativa que vai muito além da educação formal. Ele dá voz aos jovens e os coloca no centro de debates globais, permitindo que eles tragam suas próprias perspectivas para temas que impactam o futuro deles. Ver esses estudantes fazendo perguntas afiadas e participando ativamente é inspirador. Eles estão mostrando que a próxima geração já tem muito a contribuir nas discussões de hoje”, ressaltou.
Brasil na liderança
Até 30 de novembro de 2024, o Brasil exerce a presidência rotativa do G20, coordenando as discussões de temas globais e organizando reuniões ministeriais e a cúpula de chefes de Estado, que ocorrerá nos dias 18 e 19 de novembro no Rio de Janeiro. Com 19 países membros, mais a União Africana e a União Europeia, o G20 é o principal fórum de cooperação econômica internacional, tratando de questões que vão desde a agricultura sustentável até o combate à corrupção.