Notícia
13/11/2025

Mercado de capitais registra em outubro maior volume mensal de ofertas no ano

Mercado de capitais registra maior volume mensal de ofertas em outubro de 2025, com destaque para debêntures e securitização.

As ofertas no mercado de capitais somaram R$ 89,9 bilhões em outubro, o maior volume mensal do ano, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). O montante levou o acumulado dos dez primeiros meses de 2025 a R$ 618,8 bilhões, com uma queda de 3,2% na comparação com o mesmo intervalo em 2024.

As debêntures também atingiram em outubro o maior valor mensal do ano, R$ 59,4 bilhões, e no acumulado de 2025 totalizaram R$ 376,9 bilhões, apenas 1,2% abaixo do patamar contabilizado no mesmo período de 2024. A maior parte dos recursos captados foram destinados para investimentos em infraestrutura (36,1%) e pagamento de dívidas (27,2%). O prazo médio dos papéis alcançou 8,0 anos.


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Já as notas comerciais, criadas para facilitar o acesso ao mercado de capitais com emissões menos burocráticas, bateram recorde, totalizando R$ 42,5 bilhões nos dez primeiros meses do ano, com uma expansão de 13,0% em comparação com o mesmo período do ano anterior.


“A renda fixa continua se destacando em um ambiente com taxa de juros em um patamar elevado e a análise do resultado por instrumento mostra como é importante ter um amplo leque de opções para as empresas de diversos portes que buscam o mercado de capitais”, afirma Guilherme Maranhão, nosso presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais.


Securitização

Os FIDCs (Fundos  de Investimento em Direitos Creditórios) também chegaram a um patamar inédito para o período, com as companhias levantando R$ 71,2 bilhões, 20,3% acima do registrado nos primeiros dez meses de 2024.

Ainda entre os instrumentos de securitização, os CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) somaram R$ 37,2 bilhões em 2025, apresentando uma redução de 27,0%. Os CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), por sua vez, registraram R$ 32,9 bilhões em ofertas no acumulado, com aumento de 3,6% no confronto com o mesmo intervalo do ano passado. 

As CPR-Fs (Cédulas de Produto Rural Financeira), título de crédito do agronegócio criado para viabilizar a antecipação de recursos financeiros por produtores rurais, registraram emissões pelo terceiro mês seguido, somando R$ 4,3 bilhões em 2025.


No segmento de títulos híbridos, os FIIs (Fundos de Investimento Imobiliários) chegaram a R$ 42,9 bilhões no acumulado de 2025, o maior patamar no acumulado de janeiro a outubro na série histórica, com aumento de 6,0%. Já os Fiagros (Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais) somaram R$ 4,5 bilhões, com um acréscimo de 39,8%.

Na renda variável, outubro registrou o sétimo mês de operações de follow-on em 2025, totalizando R$ 4,5 bilhões no ano.


Mercado externo

As emissões de renda fixa no mercado externo atingiram US$ 31,1 bilhões no acumulado entre janeiro e outubro, superando em 54,6% o volume contabilizado em 2024 inteiro. A maior fatia dos recursos foi captada pelas empresas (61,0%), seguido pela República (27,1%) e pelas instituições financeiras (11,9%).

Na análise do perfil dos prazos, os papéis com vencimento de 6 a 10 anos tiveram a maior participação, com 39,8% do total.